Nápoles - Sob críticas de políticos europeus e organizações de direitos humanos, o premiê italiano, Sílvio Berlusconi, criminalizou ontem a entrada ilegal no país. A medida é parte do “pacote de segurança” aprovado pelo Conselho de Ministros em Nápoles.
O pacote prevê ainda maior rigor na autorização de permanência dos imigrantes da União Européia. As regras do bloco permitem a livre circulação de pessoas, mas admitem a expulsão de criminosos e dos que não tenham como se sustentar.
As novas medidas incluem sanções contra a criminalidade, facilitando o confisco de bens de organizações criminosas, endurecem punições e criam novos delitos. Fazer com que crianças peçam esmolas - prática comum entre os ciganos pobres - passa a ser crime na Itália. É o primeiro ato de Berlusconi, eleito com a promessa de combater a crise econômica e o crime - associados aos estrangeiros por italianos, entre eles parte dos aliados.