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Minc anuncia que desmatamento volta a subir na Amazônia e fala de Angra 3

Por Da Redação | Com Folhapress e Reuters
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Rio de Janeiro - Os novos números sobre o desmatamento na Amazônia, que devem ser divulgados na segunda-feira, vão apontar um crescimento da derrubada de árvores na região, concentrado principalmente no Estado de Mato Grosso, informou ontem o recém-indicado ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Minc adiantou que os dados do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) confirmam a continuidade do desmatamento.

“Na próxima segunda-feira o Inpe vai divulgar uma nova estatística de desmatamento de terra. Vai ser um dado ruim, vai ser um dado de aumento, e para variar mais de 60 por cento em qual Estado? Quem sabe? Mato Grosso”, disse Minc, um dia depois de o governador do Mato Grasso, Blairo Maggi, ter afirmado que não cederia policiais do Estado para a formação da Força Nacional Florestal, proposta por Minc.

“A partir de agora o Blairo não deve brigar comigo, deve brigar com o presidente Lula, que já bateu o martelo (para a criação da Força Nacional Florestal)”, acrescentou Minc em entrevista coletiva na qual apresentou Marilene Ramos como sua sucessora na Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro.

Minc não se oporá a Angra 3

Minc, disse ontem que não vai se opor à construção da usina nuclear de Angra 3, no sul do Estado do Rio, caso a licença ambiental seja aprovada pelo Ibama.

Minc, assim como a ex-ministra Marina Silva, é contrário à produção de energia nuclear e à reativação de Angra 3, mas disse ontem que que agora “sou do governo”.

Atualmente, o Ibama analisa a concessão de uma licença ambiental primária a Angra 3. “Sou um adversário do uso da energia nuclear, mas sou do governo. O processo (de licenciamento ambiental) está em andamento no Ibama, e vou ter que cumprir o que for determinado”, declarou Minc.

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