O quadrilátero compreendido entre as cidades de Avaré, Bauru, Botucatu e Jaú atingiu uma média de seis doadores para cada milhão de habitantes. Ela é maior que a média nacional de 5,6 doadores por milhão. Mas para se equiparar a de países da Europa e aos Estados Unidos deveria triplicar e chegar aos 20.
“No Brasil ainda estamos muito longe. Quando chegarmos a 20 doadores por milhão, com certeza a nossa fila de espera será resolvida”, avalia a coordenadora da Organização de Procura de Órgãos (OPO), da Central Regional de Captação de Botucatu, Amélia Trindade. De acordo com ela, só na região, são 250 pessoas na fila à espera de uma córnea.
Enquanto isso, o percentual de possíveis doadores é de 60 por um milhão. “A gente imagina que 1/3 desses 60 seriam doadores, mas não estamos com esse 1/3 ainda. A gente fez um trabalho, ao longo dos anos na região, de treinamento das equipes para identificar esses potenciais doadores. Hoje nós temos condições de doação de órgão na maioria dos hospitais da nossa região”, explica Trindade.
As instituições com mais de 80 leitos têm de ter uma comissão de doação. Na região, as equipes foram formadas e trabalham 24h, conclui ela.