Internacional

Grupos atacam imigrantes na periferia da Cidade do Cabo

Folhapress
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Cidade do Cabo - A onda de violência a trabalhadores imigrantes estrangeiros aumentou ontem na África do Sul, onde já afetam sete das nove Províncias do país. Os ataques, que assolaram os bairros periféricos pobres de Johannesburgo causando 42 mortos e 17 mil deslocados, se estenderam pela primeira vez aos arredores de Cidade do Cabo (sudoeste), o importante conglomerado turístico onde também fica a sede do Parlamento.

Ironicamente, foi em meio a uma reunião pública sobre a xenofobia que ocorreram os ataques contra lojas pertencentes a cidadãos do Zimbábue em Dunoon, um bairro pobre a 20 km ao norte de Cidade do Cabo.

O Congresso Nacional Africano (CNA), o partido no poder, pediu a seus militantes para criarem comitês nas periferias pobres das cidades para “tirar das ruas os criminosos”.

Os distúrbios começaram a propagar-se na terça-feira passada, quando uma taberna freqüentada por nigerianos foi atacada e saqueada por habitantes sul-africanos na cidade de Durban.

Fontes policiais confirmaram ontem que grupos de pessoas atacaram ontem à noite estrangeiros que moram no bairro de Milnerton, na Cidade do Cabo, em uma onda de violência que deixou 12 feridos e uma pessoa morta acidentalmente.

Embora inicialmente houvesse a informação de que a vítima seria um estrangeiro assassinado durante o surto de xenofobia, a polícia explicou hoje que o homem, na verdade, morreu quando foi atropelado por um veículo durante um dos protestos. Na Província de North West, três imigrantes ficaram feridos por punhaladas e quatro lojas de proprietários paquistaneses foram saqueadas, o que levou à detenção de 15 pessoas.

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