Politicando

‘Livrinho’


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Geraldo Ataliba dizia para seus alunos que no Brasil há grande desprezo pelos preceitos da Constituição Federal. Contava: se a norma está na Constituição, não se lhe dá atenção; se na lei ordinária, começa-se a olhá-la; se na portaria (que, na origem, é ordem do porteiro), já se lhe presta grande reverência; entretanto, se for telefonema de ministro, ninguém desobedecerá. O tempo da história era o do regime autoritário. Ocorre que, hoje, muitas e muitas vezes é assim. Quase ninguém pergunta, quando se quer praticar um ato, “o que é que diz o livrinho”, como perguntava o ex-presidente Dutra. O “livrinho” era a Constituição de 1946.

Deputado Michel Temer, em artigo na Folha de São Paulo

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