Uma cidade que não pára de crescer para os lados e para cima. Mas será que Bauru tem hoje ações concretas para garantir, a curto prazo, um espaço ambientalmente correto, onde a população possa viver melhor, com mais recursos, tanto naturais quanto financeiros?
Nesta primeira de duas edições do JC nos Bairros sobre o tema lixo, quem responde a essa pergunta é parte do empresariado, das escolas e dos moradores dos bairros de Bauru. São eles que, por meio da implantação de projetos, alguns tímidos, outros ambiciosos, mostram que o futuro sadio da cidade está ligado a ações de preservação, reaproveitamento do que antes era só lixo e educação ambiental.
Essas ações podem ser encontradas por toda a cidade. Escolas municipais, estaduais e particulares investem o ano todo em programas de preservação ambiental, entre os temas está o impacto dos resíduos sobre o meio ambiente. Este também é o foco de projetos em andamento em 90% das empresas instaladas na cidade, de acordo com a diretoria regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Bauru.
Nas residências, donas de casas de Bauru cada vez mais criam o hábito de separar o lixo doméstico passível de ser reciclado do lixo orgânico, que por enquanto tem de ser depositado em aterros sanitários.
“Temos de ficar atentos a essas questões ambientais. São essas atitudes positivas que farão de Bauru uma cidade diferenciada, com qualidade de vida, geração de renda e com uma política exemplar nesses quesitos”, afirma Caio Cesar Passianoto, diretor da CBC Ambiental e coordenador de meio ambiente do Ciesp.
Passianoto acredita que um conjunto de ações com resultados imediatos de médio e longo prazo voltadas para a preservação ambiental garantiriam a Bauru um futuro diferenciado. “Acreditamos que somente através da educação, da instrução de crianças e adolescentes, ensinando o consumo consciente, noções de reciclagem, é que conseguiremos chegar ao ponto esperado”, defende.
Ações desses tipo, voltadas para a educação, são desenvolvidas por entidades criados com fins ambientais, Organizações Não Governamentais (ONG’s), escolas municipais, estaduais e particulares.
Mas, na avaliação de Passianoto, tais apenas surtirão os efeitos desejados a médio e longo prazo e a cidade precisa de resultados no momento.
Para tanto, o coordenador chama a atenção para uma alternativa que poderá trazer bons frutos a curto prazo: parcerias firmadas entre empresas da iniciativa privada e o Poder Público, as chamadas PPAs. “Estamos pesquisando projetos que deram certo em outras cidades, para adaptá-los à nossa realidade e implantá-los aqui”, completa.
O diretor regional do Ciesp, Domingos Malandrino, concorda que preparar a cidade para um futuro ambiental correto passa pela educação da população. Ele é da opinião de que preservação ambiental começa em casa.
É da casa, diz Malandrino, que boa parte da solução dos problemas pode ser resolvida e isso inclui atitudes simples, como reduzir o consumo, reutilizar produtos e reciclar. Coisa que muita dona de casa de Bauru já faz há algum tempo.