Bairros

Projeto estimula hábitos sustentáveis

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 3 min

Com a idéia de incentivar hábitos sustentáveis na população, como reduzir o consumo, evitar o desperdício e estimular a reciclagem, representantes da sociedade civil, iniciativa privada e do Poder Público Municipal se uniram em torno do Projeto “Olhar Verde”, implantado por meio da comunicação à distância.

De acordo com a publicitária Luciana Raquel Gonçalves Silva Bergamini, uma das idealizadoras projeto, inédito, objetiva disseminar informações sobre os diversos problemas ambientais comuns à cidade, orientar e sensibilizar professores e alunos quanto às atitudes que podem ser adotadas para minimizar o impacto humano e preservar o meio ambiente.

“Escolhemos 36 temas, entre os quais destinação do lixo, desperdício, consumo e tratamento de esgoto. Há uma pauta para ser pesquisada e repassada ao professor, ao aluno e à comunidade em geral”, conta Bergamini.

De acordo com ela, serão realizadas ao longo do ano 36 reuniões, cada uma para discutir um dos assuntos previamente escolhidos. Mensalmente também haverá uma mesa-redonda para debater um tema-chave com um convidado especial.

“O tema escolhido para a aula inaugural foi o meio ambiente urbano. Chamamos a atenção para o aumento da geração de lixo urbano (residencial e industrial) e a importância de se implantar, urgentemente, novas práticas de consumo e consciência ambiental em toda a sociedade”, comenta Bergamini.

Nesta semana, uma nova mesa-redonda será realizada no auditório da Ordem dos Advogados de Brasil (OAB) para discutir o problema do e-lixo, que são os resíduos eletrônicos. “Existe uma equipe muito grande que realiza um trabalho voluntário de pesquisa, levantamento de dados, criação de textos ligados aos assuntos”, conta Bergamini. “Os textos criados são adaptados para uma linguagem pedagógica, direcionada para professores e alunos, inclusive com sugestão de atividades”, completa.

Cada capítulo da apostila do projeto, que trata de um dos 36 assuntos propostos, inclui atividades para serem executadas em sala de aula. O texto é disponibilizado toda semana na página do programa na Internet: www.olharverde.com.br. Para ter acesso ao material, o educador precisa se cadastrar gratuitamente no mesmo site.

“Os resultados já começaram a aparecer. Em pouco tempo, tivemos mais 100 cadastramentos de educadores, entidades educacionais e pessoas interessadas em levar o projeto até o nosso público final, que é a população de Bauru”, conta Carlos Alberto Maiello Júnior, da Blueeye Soluções Digitais, responsável pela criação e manutenção da página do programa na Internet.

Além de todo material apostilado, no site, os cadastrados também têm à disposição uma espécie de consultoria on-line, por meio do que as dúvidas podem ser esclarecidas em um curto espaço de tempo.

De acordo com Bergamini, o projeto é maior e vai bem além de incentivar a educação ambiental. “Mas em conversa com os representantes do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) chegamos à conclusão que precisaríamos investir na educação para num segundo momento poder colocar outros projetos que já existem em andamento. Temos a idéia de sair a campo, trabalhar para criar uma nova gestão de coleta de recicláveis tanto através dos caminhões coletores quanto pelos catadores de rua”, conta, animada.

Outra idéia é conciliar o trabalho desses catadores com a inserção social e prestar assessoria em parceria com o empresariado para que eles possam ter um local adequado para depósito dos produtos e, assim, conseguir melhores preços na hora de vender o material coletado, relata Bergamini.

Caio César Passianoto, diretor da CBC Ambiental e coordenador de meio ambiente do Ciesp, dois dos parceiros do programa “Olhar Verde”, que junto com a Blueeye, o Departamento de Água e Esgoto (DAE), a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Planeta Educação, Prefeitura Municipal de Bauru e OAB dão sustentação ao programa, diz que esta é uma nova iniciativa, mas, sem dúvida, brilhante.

“Por enquanto, o resultado tem ficado em torno da grande procura dos educadores, empresários, entidades para conhecer o projeto. Isso tem agradado e mostrado que estamos no caminho certo”, afirma Passianoto.

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