Nacional

Escassez de mão-de-obra eleva o salário na indústria em Sertãozinho

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Ribeirão Preto - Sertãozinho, cidade de 103 mil habitantes na região de Ribeirão Preto, não foi apenas a que mais abriu vagas com carteira assinada nos quatro primeiros meses do ano na região. De acordo com dados do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), o município também é o que paga os maiores salários.

Entre os 20 tipos de profissionais mais procurados pelos empregadores nas dez maiores cidades da região, quatro são remunerados, em média, com salários superiores a R$ 1.200 em Sertãozinho.

“Isso acontece basicamente por uma combinação de três fatores: a demanda aquecida da indústria, a qualidade da mão-de-obra necessária para o trabalho e a escassez dessa mão-de-obra, que gera a inflação dos salários’’, afirmou o professor de Estratégia da FEA-USP (Faculdade de Economia e Administração) de Ribeirão Preto, Marcos Fava Neves.

No caso de Sertãozinho, entre as ocupações que mais ofereceram vagas entre janeiro e abril, as de nível técnico, como soldador, caldeireiro, encanador e operador de máquinas são as que pagam melhor. Um soldador, ganha, em média, R$ 1.471, mais do que o salário médio de R$ 1.283 que um professor de nível superior recebe em Barretos.

“A partir de 2009, vamos começar a ampliar nossa estrutura física para elevar o número de vagas. Devemos conseguir atender entre 10 mil e 12 mil matrículas até 2011'’, disse Zambon Netto.

Em fevereiro, o governo do Estado instalou em Sertãozinho uma Fatec (Faculdade de Tecnologia), que oferece 80 vagas.

Comentários

Comentários