Economia & Negócios

Assembléia pode selar acordo e evitar greve

Da Redação
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Pode ser formalizado hoje o acordo que acaba com a possibilidade de greve dos trabalhadores do transporte coletivo urbano de Bauru. O risco de uma paralisação no serviço deixará de existir se o entendimento proposto pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) for aceito em assembléia.

O Sindicato dos Condutores (Sindtran) e a associação das concessionárias (Transurb) se posicionaram favoráveis à proposta mediada pelo MPT, com o pagamento em parcela única, em setembro próximo, de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 120,00 a todos os trabalhadores, reposição salarial de 6,5% (salário do motorista a R$ 1.030,00) e elevação do tíquete-alimentação dos atuais R$ 100,00 para R$ 150,00.

O acordo foi proposto em audiência de mediação realizada na sexta-feira. A proposta será discutida em assembléia marcada para hoje. O sindicato terá de convencer a categoria de que a negociação é satisfatória. A assembléia terá três turnos. O primeiro será às 9h e os outros dois às 15h e 20h. As concessionárias afirmam que se a escolha for pela greve, não será aplicado o pagamento de PLR, em parcela única, em setembro deste ano. O Sindtran e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) concordam em evitar a greve.

Para o procurador do Trabalho, Marcus Vinícius Gonçalves, a inclusão da participação nos lucros é uma marca histórica para a categoria, que ainda terá reposição acima da inflação e bom avanço no valor do tíquete-alimentação.

No entanto, se os trabalhadores decidirem, durante a assembléia, pela decretação da greve, a posição do MPT é pela manutenção de pelo menos um terço da frota rodando, sendo que 60% do transporte deve ser garantido nos horários de pico, das 5h às 9h e das 17h às 20h.

Por sua vez, o Sindicato dos Condutores havia apresentado uma decisão interna informando que, em caso de greve, apenas 30% dos trabalhadores iriam continuar operando.

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