Internacional

Farc confirmam morte de Marulanda

Folhapress
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Caracas - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) confirmaram ontem a morte de seu líder e fundador, Manuel Marulanda Vélez, por um ataque do coração. Essa informação havia sido adiantada pelo ministro Juan Manuel Santos em entrevista à revista Semana, e posteriormente reforçada, em caráter oficial, pelo governo colombiano no sábado.

A rede de TV Telesur transmitiu um vídeo das Farc, protagonizado pelo chefe Timoleón Jiménez, com uma bandeira do país e dois fuzis cruzados ao fundo. “O grande líder se foi”, afirma o líder guerrilheiro, em comunicado enviado a vários meios de comunicação.

Na mesma mensagem, as Farc também apontam o nome de Alfonso Cano como o substituto de Marulanda. Cano, cujo verdadeiro nome é Guillermo León Sáenz, é um antropólogo colombiano de quase 60 anos, e sua “promoção” já era esperada pelas forças armadas colombianas.

A morte do chefe veterano, segundo comunicado das autoridades militares colombianas, teria acontecido no dia 26 de março, devido a um enfarte, de acordo com um relatório da inteligência do país.

O número dois da guerrilha, Raúl Reyes, que seria o substituto natural, foi morto no dia 1 de março deste ano em uma incursão do Exército colombiano que destruiu o acampamento onde estava, no Equador.

Pedro Antonio Marín, o verdadeiro nome de Manuel Marulanda, que era conhecido como Tirofijo (tiro certeiro), nasceu no final da década de 1920, na aldeia de Génova (centro-oeste da Colômbia) de uma família de pequenos agricultores, sendo o mais velho de cinco irmãos.

Marulanda era considerado personagem emblemático das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Em 1964 conseguiu transformar em guerrilha um movimento camponês de 48 indivíduos, que mais tarde chegou a ter mais de 17 mil homens, todos sob o comando de Tirofijo.

“O guerrilheiro mais velho do mundo”, como era conhecido, comandava a organização insurgente do Sul da Colômbia. Ninguém foi perseguido mais do que este dirigente, cuja morte já havia sido anunciada diversas vezes. De extrema discrição, Marulanda desapareceu durante meses, dando mais espaço às especulações.

Em fevereiro de 2004, uma jornalista colombiana afirmou - citando fontes das Farc - que Tirofijo tinha um câncer de próstata e que teria apenas mais seis meses de vida, mas o número dois da guerrilha, Raúl Reyes, morto recentemente, desmentiu a versão.

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