Internacional

Para Colômbia, morte de Marulanda é primeiro passo para o fim das Farc

Folhapress
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Bogotá - O chanceler colombiano, Fernando Araújo, afirmou ontemque a morte de Manuel Marulanda, conhecido como Tirofijo (tiro certeiro), “é o começo do fim” das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). “São golpes e incidentes que vão se sucedendo cada vez mais rápido”, disse Araújo, em Bogotá, à emissora Radioprogramas del Peru. “O país vê com esperança o colapso desta organização narcoterrorista, que durante 44 anos tem enchido a Colômbia de terror e dor. Já começamos a ver a luz no outro lado do túnel”, afirmou.

O chanceler ressaltou que a morte de Marulanda junta-se a outros acontecimentos como a morte recente do número dois da organização Raul Reyes - em um bombardeio a um acampamento das Farc em território equatoriano, que deu início a um conflito diplomático entre Colômbia, Equador e Venezuela - e de Iván Ríos, que integrava o “secretariado” (cúpula) das Farc.

Araújo relembrou também que há duas semanas, uma importante chefe guerrilheira conhecida como “Karina”, se entregou ao governo. Segundo ele, ela teria “espalhado muito terror, durante muitos anos e era um pouco emblemática”.

Segundo o chanceler, a política do presidente Álvaro Uribe está dando resultados, com a demobilização de mais de 10 mil integrantes das Farc. A cúpula das Farc, integrada por sete guerrilheiros, mais dois suplentes, foi reestruturada pelo grupo após a morte de três de seus líderes em março.

O comandante rebelde Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como Timoleón Jiménez ou Timochenko, confirmou ontem, em um vídeo transmitido pela rede de televisão Telesur, a morte do líder e fundador das Farc, Tirofijo, no dia 26 de março, vítima de um infarto.

Além disso, anunciou que Guillermo León Sáenz, conhecido como Alfonso Cano, um antropólogo quase sexagenário e considerado um dos ideólogos da guerrilha, foi nomeado “unanimemente” como novo comandante do secretariado das Farc.

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