O NOSSO TÊNIS
Considerada atualmente a Capital do Vôo a Vela, Bauru já foi uma das maiores potências do tênis. No final dos anos 50, Luiz Carlos de Barros César sagrou-se bicampeão mundial universitário. Ele era do BTC, que dominava nas categorias infantil e juvenil em todo o País, principalmente nas décadas de 60 e 70. Outros grandes tenistas do BTC brilharam em competições nacionais de ponta. Celso Sacomandi, Roger Guedes, Edvaldo de Oliveira, o Baiano, Walber Gomide e Júlio Góes, enfrentavam de igual para igual os melhores do Brasil, como Carlos Alberto Kirmayr, Cássio Mota e Jaime Oncins, entre outros. O tênis da Luso-Brasileira também marcou época. O JC preparou uma interessante matéria sobre a vitória de um bauruense sobre Gustavo Kuerten. Eu vi André Moron vencer por 1-6, 6-3 e 6-3, em setembro de 1991, numa quadra da Luso Brasileira, na final da M2000 Cup Junior´s. Guga era o melhor juvenil do País e cabeça de chave do torneio da Luso, que fazia parte da Copa Primavera. Lembramos que, em 1997, Kuerten conquistou o primeiro dos seus três títulos de Roland Garros - um dos quatro principais torneios do mundo - e começava a se tornar o melhor tenista brasileiro da história. Na época, André Moron disputava duelos de arrepiar com Daniel Freire e Almeida, hoje um brilhante advogado e Agente Fifa. Outro representante da Luso ganhou um jogo que poderia ser histórico. No Wimbledon Juvenil, meu amigo Renato Joaquim bateu Ivan Lendl, que pouco tempo de depois, tornou-se por muitas temporadas, o número um do mundo.
SEM PARAR
Não pára, não pára, não pára - gritavam os fãs do Corinthians na partida de sábado, em Natal. O Timão não vai parar de lutar nunca - promete o zagueiro Willian, pedindo em termos de apelo para a Fiel Torcida comparecer em massa amanhã no Morumbi. Nem era preciso esse pedido do capitão, porque, com certeza, 70 mil alvinegros estarão incentivando o time no jogo contra o Botafogo. Mas, infelizmente, para essa partida que vale vaga na frnal, Mano Menezes não contará com os suspensos Carlos Alberto, Fabinho, Lulinha e principalmente André Santos, além de Douglas, que não foi inscrito na Copa do Brasil.
INCRÍVEL
O gol perdido por Nilmar, do Inter, na derrota de sábado para o Flamengo, até eu fazia.
CLIMA RUIM
Muricy Ramalho diz que agora é um técnico ruim. Bronca geral dos são-paulinos contra o treinador. A culpa é do terceiro gol do Fluminense, marcado por Washington. Já o atacante Borges chutou o balde, dizendo que está no clube há um ano e meio, já fez 24 gols, e ainda assim não é o titular.
SEGUNDONA
No jogo de sexta-feira, contra o Juventude, na Serra Gaúcha, pelo Brasileiro da Série B, o Marília poderá promover a estréia de novo técnico. Se eu fosse o presidente, efetivaria Jorge Rauli no cargo. Ontem, Ruy Scarpino pediu demissão, depois de três jogos e três empates do MAC. Melhor para o Marília, porque sob o comando de Scarpino, Santo André e Rio Branco foram rebaixados. Três partidas abrem, hoje à noite, a quarta rodada da Segundona: Ceará x Brasiliense; Paraná x Bragantino e Avaí x Santo André.
DÉRBINHO
Ponte Preta x Guarani é o dérbi; Campinas x Red Bull, o dérbinho. O recém-criado clube da empresa de energéticos levou a melhor no miniclássico campineiro, ao vencer o time de Careca por 2 a 0, domingo, pelo campeonato da Série B, que a FPF insiste em chamar de Segundona. Se a A3 é a Terceirona, a Série B estadual é a Quarta Divisão.
SEM VALIDADE
Na vitória do meu Independência - um dos meus times do nosso amadorzão - sobre o Diamante Negro, o árbitro Antônio Sanches mostrou que é como o vinho: quanto mais velho melhor. E com uma saúde de ferro, porque tem 67 anos de idade e está correndo mais do que os jogadores. O Tonho é como a Vera Fischer - não tem prazo de validade.
MEMÓRIA
Última rodada do Campeonato Paulista de 1975: Noroeste 0 x 0 São Paulo, em Bauru. O Tricolor havia conquistado o título antecipadamente. Árbitro: Roberto Nunes Morgado. Público pagante: 12.375. Noroeste: Luís Carlos; China, Moacir, Araújo e Mauricinho; Lorico e Marco Aurélio; Marquinhos Muriaé, Carlos Roberto Palito, Rodrigues e Julinho. Técnico: Norberto Lopes. São Paulo: Valdir Peres; Nelsinho Baptista, Paranhos, Arlindo e Gilberto Sorriso (Osmar); Chicão e Pedro Rocha; Terto, Muricy, Serginho Chulapa e Zé Carlos Paulista. Técnico José Poy.
CURIOSIDADE
Em 1975, o jornalista Vladimir Herzog é encontrado morto, enforcado com seu cinto na prisão, pouco tempo depois de ter dado depoimento.
AQUELE ABRAÇO
Um abraço são-paulino Luiz Cunha e rapaziada do Mercadão da Construção. Alô galera do Depósito Tubarão. Aquele abraço.