Um acordo entre entidades ambientais e associações do setor plástico prevê redução de até 30% no consumo de sacolas plásticas nos supermercados do País. A iniciativa é resultado de uma parceria entre representantes da indústria do plástico, da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e da Associação Paulista de Supermercados (Apas). Embora as novas embalagens sejam mais caras, o varejo não vai arcar com os custos mais altos para seu abastecimento, já que poderá encomendar à indústria um volume menor de sacolinhas.
Em Bauru, o departamento regional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) deverá ser parceiro na difícil missão de mudar os hábitos do consumidor. O diretor da regional Bauru da Apas, José Flávio Fernandes, explica que o ideal seria o uso de sacolas retornáveis.
O projeto piloto, que será instalado amanhã em 18 lojas da Grande São Paulo - principalmente nas redes Pão de Açúcar e Carrefour e depois no restante do Brasil -, prevê ainda ações de educação para conscientizar os consumidores a usar apenas o número de embalagens necessárias para transportar as compras.
A própria organização do 24.º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados está sendo exemplo para isso. Todos os estandes no local foram montados com madeira certificada. Ao término do evento, previsto para amanhã, será feito um cálculo sobre a emissão de gás carbônico e os organizadores do evento farão o plantio de árvores em número correspondente.
Pesquisa realizada pelo Ibope no final do ano passado, com 600 pessoas, mostrou que 71% delas foram favoráveis ao uso de sacolas plásticas como a forma ideal para o transporte de compras. O estudo revelou ainda que 100% usam as embalagens para o descarte do lixo doméstico. Segundo o instituto LatinPanel, 93% dos consumidores valorizam empresas que realizam programas de responsabilidade social e 46% optam por marcas que praticam ações de cunho social, mesmo com preços superiores aos de outras.