Bairros

Rodrigues Alves é armadilha para idosos

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Atravessar a avenida Rodrigues Alves exige atenção redobrada especialmente dos idosos. As ondulações no pavimento tornaram-se perigosas armadilhas. Anteontem, uma idosa ficou ensanguentada após tropeçar e cair de rosto no piso. A situação, comum no cruzamento com a rua Agenor Meira, revoltou a aposentada Maria Aparecida Moraes Martins.

“Ela tinha uns 60 e poucos anos. Os que caem não são muito mais velhos do que eu, não”, comenta. De acordo com a aposentada, a região central ainda é bastante habitada por integrantes da 3.ª idade, que procuram a região pelo acesso fácil aos serviços essenciais, acionados normalmente por meio de caminhadas.

Talvez por conta disso sejam vítimas preferenciais dos defeitos da avenida. O assunto seria tratado na Primeira Conferência Regional dos Direitos da Pessoa Idosa da Região 3, realizada ontem na Instituição Toledo de Ensino (ITE). “Um dos temas é sobre ações para efetivação dos direitos da pessoa idosa. Vai ser falado sobre transporte, habitação. São direitos negados no dia-a-ida. Às vezes não de propósito”, diz a presidente do Conselho Municipal da Pessoas Idosa, Ana Maria Michieli Benjamim.

De acordo com ela, que também é presidente da Comissão Estadual da Pessoa Idosa, quem já atingiu a 3ª idade deve redobrar a atenção ao circular pela via. “Tem que olhar para o chão, principalmente quem usa bengala. O trânsito pode esperar. O asfalto na Rodrigues é perigoso”, alerta.

Mas até o final da gestão do prefeito Tuga Angerami, apenas o serviço de tapa-buracos será executado na via, uma das artérias principais da cidade. De acordo com a assessoria de imprensa, não há previsão para abertura de licitação para a reforma completa da Rodrigues em razão da falta de dinheiro

Após adiar três vezes a reforma do piso da avenida Rodrigues Alves na área central e incluí-la entre as prioridades para 2008, o prefeito Tuga Angerami encerrará sua gestão sem executar a obra.

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