Esportes

Série C: Cambalhota e Éder chegam ao Norusca

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 5 min

O Noroeste apresentou ontem mais dois reforços para a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro, que tem início em julho. O atacante Alessandro Cambalhota e o meia-atacante Éder Richartz chegaram ao Complexo Alfredo de Castilho. Os atletas fecharam contratos de um ano com o clube bauruense. E, hoje pela manhã, o clube também apresentará mais um reforço, que deverá ser o lateral-direito Vanderson Cafu, previsto inicialmente para chegar ontem à equipe.

Os jogadores têm boas experiências na Terceirona e ambos já conquistaram acessos. Alessandro subiu com o Novorizontino, em 1994, e Éder conquistou a vaga na Série B, no ano passado, pelo ABC de Natal. Dos dois reforços, o mais experiente é Alessandro Cambalhota, que completou, ontem, 35 anos e afirmou que seu “presente era vestir a camisa noroestina”. Alessandro tem 15 anos de carreira e uma extensa lista de clubes por onde passou.

O atacante iniciou no Novorizontino, em 1992, e depois defendeu Vasco, Santos, Jubilo Iwata, do Japão, Al Kuwait, Cruzeiro, Atlético-MG, Porto, de Portugal, Fluminense, Corinthians, São Caetano, Figueirense, Denizlispor e Erciyesspor Kayseri, ambos da Turquia, e Guaratinguetá, seu último clube antes do Norusca, além de uma rápida passagem pelo futebol da Arábia Saudita. O jogador também defendeu a Seleção Brasileira, em 1999, sob o comando de Vanderlei Luxemburgo.

Alessandro chega ao Norusca fora de forma, já que treinou alguns dias após o final do Campeonato Paulista, mas está há cerca de 20 dias parado. Mas não acredita que isso possa atrapalhar. “Nunca tive problema de lesão e isso ajuda o atleta a se condicionar mais rápido. Temos um tempo antes da competição e vamos procurar ficar em forma para desenvolver um bom trabalho”, considerou.

O atacante, contratação mais badalada até aqui para a Série C, quer dividir a responsabilidade pelo acesso com o restante do grupo. “Pretendo usar minha experiência e qualidade para fazer um time vitorioso. Acredito que temos grandes desafios. Minha vinda é para ajudar e somar com os companheiros”, declarou.

O atacante aposta justamente na força do grupo para uma boa campanha. “Não me considero um grande craque, mas sou um jogador regular dentro de uma competição e, por onde passei, sempre fui titular. Só que o grupo não se resume a 11, mas em todo o elenco. E um elenco forte, hoje, conta muito dentro de uma competição. O Noroeste está procurando montar este elenco forte para ter suporte no meio da competição, quando um jogador machuca ou recebe cartão. Isso faz com que a equipe fique sólida”, comentou.

Segundo Alessandro, a proximidade da família, que vive em Novo Horizonte, foi determinante na opção de defender o Norusca, recusando propostas tentadoras. “A família mais perto contou muito. Tive oportunidade de ir para o Nordeste e também para o Sul, mas optei por estar aqui. Com a família mais perto, você fica mais tranqüilo, a cabeça fica boa e você se concentra mais no seu trabalho. Larguei várias oportunidades de jogar o Brasileiro da Série A e da Série B para estar aqui. Estou vindo para cá com bastante alegria e espero ser feliz. Vou procurar jogar aquilo que sei e ajudar a equipe”, garantiu.

Éder Richartz

Dez anos mais novo que Alessandro e dono do próprio passe, o meia-atacante Éder Richartz chega ao Noroeste buscando jogar bem e aparecer na vitrine do futebol paulista. “A gente sempre busca fazer um bom trabalho, porque almeja chegar a um clube maior. Aqui (Norusca) as condições, pelo que estou vendo, são boas para a gente chegar lá. Vou procurar ajudar a equipe”, disse.

Éder foi revelado no Avaí e passou por Coritiba, Naval, de Portugal, São Bento (onde só fez dois jogos por problemas na documentação), ABC de Natal e Chapecoense. Com um ano de contrato, o meia-atacante quer aproveitar a passagem pelo Norusca para ganhar espaço no cenário nacional. “O Campeonato Paulista é o mais forte do Brasil. O intuito é fazer uma boa Série C e, se Deus quiser, a gente vai subir e, conseqüentemente, no ano que vem fazer uma boa competição (Paulistão)”, planejou.

O jogador falou também sobre suas características. “Sou meia-esquerda e gosto de chegar bastante ao ataque. Tenho um estilo parecido com o do Edno, que estava jogando aqui. Gosto de chegar ao ataque, mas ajudo na marcação também. Tenho um chute forte, uma boa cobrança de falta”, revelou.

O outro reforço esperado ontem no Alfredão teve sua apresentação adiada e deverá chegar hoje. O lateral-direto Vanderson Cafu, que foi comandado pelo técnico Luís Carlos Martins no Mirassol, ainda não teve sua documentação regularizada, mas já foi confirmado pelo diretor do clube, Fernando Garcia. O dirigente também revelou que novos jogadores são esperados nos próximos dias. “Estamos conversando com o treinador para avaliar melhor.”

Os dois novos noroestinos se juntaram ao restante do grupo, que já contava com os jogadores contratados na semana passada: o goleiro Alexandre Villa, o zagueiro Gilmak, o lateral-esquerdo Márcio Loyola e o meia Piva. O lateral-direto Edylton se reapresentou ontem ao Alvirrubro. O Noroeste estréia na Série C no dia 6 de julho, contra o Tupi-MG, em Bauru.

____________________

Para Fernando Garcia, time é competitivo

Fernando Garcia, filho do presidente Damião Garcia e diretor do Noroeste, esteve presente, ontem, à apresentação de Alessandro Cambalhota e Éder Richartz e se mostrou confiante na equipe montada para disputar a competição.

“O que nós montamos é um time altamente competitivo para a Série C. É um time até para disputar Paulista. O treinador é bom, o grupo é bom, a base foi mantida, com Júlio, Ralf, Alexandre, Edylton, trazendo aí o Alessandro, o Éder, o Alexandre Villa, Márcio (Loyola), jogadores de destaque”, citou.

Para o dirigente, o segredo do acesso à Série B é montar um elenco experiente, apesar de saber que é um investimento sem “recompensa” financeira. “Neste campeonato, estamos primando mais pela experiência. Não estamos trazendo jogadores novos para não arriscar. O retorno destes jogadores não tem. Talvez (tenha) do Éder (Richartz), que fez 25 anos agora, do Alessandro, não”, admitiu.

Fernando Garcia também ponderou que o Norusca ainda não é um investimento rentável. “Tem que trabalhar certinho, porque não tem retorno. Tanto é que meu pai não teve retorno, foi por amor que ele fez tudo e estou dando continuidade. Entrei para dar um respaldo para meu pai”, comentou.

Comentários

Comentários