Um dos maiores detentores de recordes da equipe de natação do Bauru Tênis Clube (BTC) no ano passado deu “um passo” (ou uma braçada) importante em sua carreira. Depois de fechar 2007 como dono dos recordes estadual e do Campeonato Paulista nos 1.500 metros livres, com 16min 26s 8centésimos, o garoto de 17 anos, Luiz Felipe Bragante, segue o ritmo de conquistas, agora “vestindo a camisa” (ou a touca) de uma das mais importantes equipes de natação do Brasil: o Esporte Clube Pinheiros.
No último final de semana, Bragante foi novamente campeão paulista na categoria júnior I, nos 1.500 nado livre. E fez mais. Foi prata nos 800 livre, bronze nos 400 livre e campeão no revezamento 4x200 livre. No ano passado, o bauruense conquistou três medalhas de ouro no Paulista Juvenil, em Santos. Obteve também duas medalhas de ouro no Paulista Juvenil de Inverno, em São Paulo, além de sagrar-se campeão Brasileiro nos 1.500 livre em Fortaleza (CE).
Hoje, Bragante nada ao lado de nomes como Lucas Salata, César Cielo, Flávia Delaroli e Monique Ferreira. No Pinheiros desde janeiro, o bauruense revela que passou por uma fase de adaptação nos primeiros meses de treinamento. “No começo é um pouco estranho. Mudar de clube, de cidade e de rotina é um pouco difícil para qualquer nadador, mas você acaba se acostumando porque tem de começar a render. É inevitável”, avaliou o garoto, que agora enfrenta duas sessões de treinos diários.
No Pinheiros, Bragante precisou optar pelo nado livre como especialidade. Quando defendia o BTC, ele nadava também provas no nado medley (quatro estilos). Integrante da equipe de fundistas (que nada provas de longa distância), Bragante só disputa provas de 1.500, 800, 400 e 200 metros. Treinado pelo experiente técnico Marco Veiga, Bragante diz que ainda não conseguiu melhorar seus tempos. “Já disputei o Troféu Maria Lenk e o Campeonato Paulista. Acredito que vou começar a colher melhores resultados em setembro, quando iremos nadar o Troféu José Finkel.”
As melhores marcas de Bragante ainda são da época que defendia o BTC. “O BTC foi muito importante na minha carreira. Foi um lugar que souberam me explorar muito bem. Graças aos tempos que fiz quando ainda nadava em Bauru, estou hoje em uma das melhores equipes do Brasil”, ressaltou.
Para defender o Pinheiros, Bragante, que ocupa a 12ª colocação no ranking brasileiro dos 1.500 livre absoluto, recebe salário, tem colégio pago e moradia. Em contrapartida, o nadador luta por melhores tempos. “Meu objetivo é melhorar minhas marcas e minha posição no ranking. Quero ficar, pelo menos, entre os oito na minha prova (1.500 livre)”, estima.