Agudos - Técnicos de uma empresa privada avaliam o volume de tráfego na rodovia Marechal Rondon (SP-300) no pedágio inativo de Agudos (13 quilômetros de Bauru). O ponto é o de maior tráfego entre os trechos não pedagiados da estrada. Os dados colhidos vão subsidiar as propostas para a disputa do processo licitatório de concessão de trechos da Rondon.
A assessoria de imprensa do Departamento de Estradas e Rodagens (DER) não confirma a informação, porém, disse ontem ao JC que é provável que alguma concessionária interessada em participar da licitação tenha enviado técnicos para o trecho para realizar medições no local.
A reportagem do JC constatou, na tarde de ontem, o trabalho de monitoramento na praça desativada, provavelmente com o objetivo de prospectar o ponto de maior circulação de veículos. A assessoria do DER explica que as empresas interessadas na concessão têm permissão para fazer a medição do volume diário médio (VDM) do tráfego de veículos na estrada para elaborar as propostas. Porém, descarta de imediato que a presença da equipe no trecho da Rondon, em Agudos, signifique uma possível reativação do pedágio.
Mina de ouro
A medição de tráfego feita pelo Departamento de Estradas e Rodagens (DER) em 2006 revela que o trecho de Agudos tem o maior volume diário médio entre os pontos ainda livres de pedágios na região de Bauru. Dados estatísticos sobre o tráfego na rodovia Marechal Rondon, em 2006, indicam que somente no trecho de Agudos circularam em média mais de 15 mil veículos/dia.
Os números aferidos pela Secretaria dos Transportes, no ano retrasado, exatamente no lugar onde os técnicos trabalham, apontam o trecho com maior movimento médio diário. Na seqüência, vem o trecho entre Botucatu a São Manuel, com circulação de mais de 13 mil veículos/dia.
O terceiro trecho da Rondon com maior tráfego diário de veículos, segundo os dados, fica entre Lençóis Paulista e Agudos. Pelo ponto, passaram em média mais de 10.600 veículos por dia.
No início deste ano, o governo de São Paulo apresentou os detalhes da nova fase do Programa de Concessões de Rodovias. Serão concedidos cinco lotes, que somam 1.500 quilômetros de estradas.
O modelo assegura que as vencedoras do processo serão as empresas que apresentarem menor tarifa de pedágio. As concessionárias deverão investir R$ 9 bilhões nas rodovias Dom Pedro I, Ayrton Senna-Carvalho Pinto, Marechal Rondon e Raposo Tavares.
Elas devem realizar também a manutenção de estradas vicinais interligadas a esses corredores viários. O modelo prevê, ainda, que todas vão desembolsar um valor de outorga fixo, no total de R$ 2,1 bilhões.