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Acusado de matar estudante em uma briga de trânsito em SP é solto

Folhapress
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São Paulo - A polícia procura a arma com a qual foi morto o estudante Alexandre Andrade Reyes, 18 anos, em uma briga de trânsito no Jabaquara, zona sul de São Paulo. Ismael Vieira da Silva, 23, se apresentou anteontem à polícia, depôs e foi liberado em seguida.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, Silva confessou ter se envolvido no caso, mas disse que só atirou porque foi atacado por sete pessoas. Ainda de acordo com seu depoimento, sua arma foi jogada pela janela do carro logo depois do crime. Até o início da tarde de ontem, nada havia sido encontrado.

A polícia ainda estuda se vai pedir a prisão temporária de Silva à Justiça. Como não houve flagrante, todas as versões e as provas colhidas serão analisadas antes de qualquer medida ser tomada. Apesar de ter sido liberado, o suspeito foi indiciado por homicídio.

Reyes foi morto na última sexta-feira quando voltava de uma festa em um Corsa dirigido por outro rapaz. Na avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira, o Corsa teve que frear de repente pois a picape da frente, uma Montana, freou bruscamente em uma lombada.

Não houve choque, mas os motoristas da Montana e do Corsa começaram a discutir e a brigar. Em meio ao tumulto, o dono da picape pegou a arma e atirou. Embora mirasse no motorista do Corsa, acertou Reyes.

Enquanto o estudante era socorrido pelos outros amigos, o motorista do Corsa retornou para o carro e começou a perseguir a Montana, que fugira. Na mesma avenida, o amigo de Reyes perdeu controle da direção e bateu o Corsa em um poste.

Legítima defesa

Na delegacia, Silva disse que atirou porque era agredido por sete pessoas do grupo de amigos de Reyes. O delegado Silvio Balangio Junior, que conduz as investigações, considera a versão compatível com o que os peritos conseguiram até agora.

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