Porto Príncipe - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou ontem em Porto Príncipe preocupado com a situação política, econômica e social do Haiti. O presidente disse estar disposto a pedir ajuda internacional para o país nos encontros com dirigentes de outras nações. Hoje, Lula estará em El Salvador, com os presidentes dos sete países que com o Brasil integram o Sistema de Integração Centro Americano (Sica): Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala e Belize. Na próxima semana, o presidente brasileiro estará em Roma, na conferência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação(FAO).
Segundo assessores, quando regressar ao Brasil, Lula fará uma reunião ministerial para discutir como o governo poderá ampliar o apoio ao Haiti, especialmente na implantação de programas sociais e na melhoria da agricultura familiar. Uma das idéias, segundo um ministro integrante da comitiva presidencial, é aproveitar a experiência do Bolsa Família e elaborar um cadastro para doações de alimentos.
O governo brasileiro gastou US$ 200 mil para adquirir 150 toneladas de alimentos, parte das quais foi distribuída pela embaixada brasileira anteontem, véspera da chegada do presidente. Os alimentos irão atender 10 mil famílias, selecionadas por lideranças das comunidades locais.
Lula chegou acompanhado de cinco ministros enquanto outros cinco ministros já o aguardavam em Porto Príncipe. Logo após o desembarque, Lula reuniu-se com o presidente René Préval no Palácio Nacional, com o objetivo de firmar três acordos de cooperação, na área agrícola e no combate à violência contra a mulher. Está prevista ainda uma visita às tropas brasileiras que formam o batalhão da ONU, o Minustah (sigla em francês para Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti).
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, reafirmou a disposição do governo de engrossar o contingente no Haiti.