Preciso discordar da afirmação feita pela leitora Fernanda Cavalini Martins (Tribuna do Leitor - 29/5/2008). O reflexo das multas indica a nova política arrecadatória do governo falido de Bauru. A necessidade de recursos é tamanha que até o radar é instalado duplamente em algumas vias.
Existe até “zona azul” em área hospitalar, não sei como ainda não aplicaram em volta do shopping. Concordo com a fiscalização, desde que seja correta e justa.
O Código de Trânsito Brasileiro estabelece como dever prioritário a educação para o trânsito (art. 74 do CTB). Porém, de maneira descontrolada e sem escrúpulo, o governo de Bauru vem utilizando a legislação como forma de arrecadação, sem que haja qualquer comprometimento com o dever de educar.
Já aconteceu comigo e ouvi muitas outras histórias sobre infrações de veículos que nem estavam em Bauru ou de pessoas que nunca passaram em determinados lugares.
Os recursos são desconsiderados sob a alegação de “argumentação insuficiente” – um abuso! Volto a repetir que o agente tem a obrigação legal de abordar o infrator em flagrante, como forma de evitar punições injustas.
Até mesmo o excesso de velocidade deve ser fotografado, então por que avançar o sinal vermelho ou o uso do celular depende apenas de uma mera afirmação do agente.
Multar simplesmente para arrecadar e sem abordar o infrator não é educação no trânsito! Sem falar que o alfalto continua “ótimo”...
Evandro de Oliveira Garcia - RG 45.789.457-X