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Aumento no preço do fumo traria economia em custo de tratamento

Da Redação
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No Dia Mundial sem Tabaco, a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) recorreu a um relatório do Banco Mundial para mostrar que o acréscimo de 10% no preço do cigarro traria economia US$ 171 milhões com tratamento, além de evitar perdas econômicas e financeiras de US$ 306 milhões decorrentes da incapacidade de pacientes no Brasil. Apesar da maioria das pessoas ainda associar o fumo somente a problemas respiratórios e ao câncer de pulmão, o hábito de fumar aumenta a pressão sangüínea.

“Quem fuma está mais propenso a desenvolver a hipertensão e ter doenças do coração. O risco de ter um ataque cardíaco sobe conforme o número de cigarros e o tempo do vício. Aqueles que fumam um maço de cigarros por dia têm o risco dobrado em relação àquelas que não fumam. Já nas mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais, este fator aumenta ainda mais a chance de ter um ataque do coração, um derrame e uma doença vascular”, comenta Artur Beltrame Ribeiro, presidente da SBH.

O tabagismo é o quarto maior fator de risco para a mortalidade na América Latina, junto com a pressão arterial, com 12,8% dos casos, em segundo o sobrepeso, com 10%, e o álcool, com 9,5%. Um exemplo bem-sucedido demonstra que é possível reduzir esses dados. A Finlândia, por exemplo, possuía uma das mais altas taxas de doenças coronarianas do mundo em 1972, informa a assessoria de imprensa da SBH.

De acordo com o órgão, o governo introduziu uma abrangente campanha para educar a população sobre fumo, dieta e atividade física. Ela apoiava a legislação anti-fumo e aumentava a disponibilidade de produtos diários com baixa taxa de gordura, além de melhorar as merendas escolares. A taxa de mortalidade causada por doenças do coração em determinados grupos etários caiu 65% em todo o País.

Além do cigarro, a hipertensão é associada a outros fatores como a falta de exercício, má alimentação, sal em excesso, álcool e estresse emocional.

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