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STF autoriza a investigação contra Paulinho; Conselho discute na terça

Folhapress
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Brasília - O Supremo Tribunal Federal abriu inquérito contra o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical. O pedido havia sido feito pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, na última quarta-feira, a partir das informações da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal.

Paulinho é investigado por suposto recebimento de propina na intermediação de empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) a prefeituras de São Paulo. Ele nega as acusações.

Inicialmente, a relatoria do inquérito ficaria com a ministra Ellen Gracie, que não aceitou a tarefa e pediu ao presidente Gilmar Mendes que sorteasse o novo relator. Ontem, o ministro Cezar Peluso foi o escolhido e terá que decidir se aceita os pedidos feitos pelo procurador-geral.

Usualmente, ao fazer o pedido, a Procuradoria pede a quebra dos sigilos bancário e telefônico ou outras autorizações que julgar necessárias para a investigação. Essas diligências, porém, não foram divulgadas já que o inquérito está sob segredo de justiça

Conselho de Ética

Após ser representado pelo corregedor-geral da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE), o presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), decidiu agendar para a próxima terça-feira a sessão do órgão para analisar as representações contra o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical -acusado de envolvimento com um esquema de irregularidades no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social).

Na quarta-feira, Moraes disse iria analisar em 15 dias o pedido de abertura de um processo contra Paulinho. Na ocasião, ele afirmou que o conselho não iria ser influenciado pela pressão da imprensa.

Segundo Inocêncio, Moraes descumpre o Código de Ética da Câmara, que determina a imediata abertura de inquérito quando há recomendação da Corregedoria Geral da Casa. Diante da demora, o corregedor entrou com a representação contra o presidente do conselho.

A iniciativa de Inocêncio provocou a indignação de Moraes, que foi ao plenário defender-se. Os dois trocaram acusações e foi necessário o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), intervir na discussão.

Mas o ato do corregedor põe em risco a permanência do novo presidente do Conselho de Ética no cargo e no órgão.

Com a representação já encaminhada pelo corregedor, Chinaglia terá de analisar como irá conduzir o processo contra Paulinho. É que o regimento interno da Câmara determina que integrantes do Conselho de Ética, quando representados, devem ser afastados de suas funções.

O deputado Wladimir Moka (PMDB-MS), corregedor-geral substituto da Câmara, que irá analisar a questão, inicialmente.

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