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Policiais integrarão tropa federal de elite

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Cerca de 60 policiais de todo o País participam, a partir de amanhã, da 29.ª edição da Instrução de Nivelamento de Conhecimento (INQ) da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), tropa de elite formada por policiais e vinculada ao Ministério da Justiça. O 4.º Batalhão de Policiamento do Interior (BPMI-4), com sede em Bauru, será representado pelo comandante do 1.º Pelotão de Força Tática, Bruno Mandaliti Scarp. O soldado Edson Aparecido Crementino, também do grupamento tático, participará da edição seguinte.

A Força Nacional foi criada em 2004 para atender emergências dos Estados para reforço na área de segurança. Ela é formada por policiais militares e bombeiros dos grupos de elite de cada Estado, que passam por treinamento na Academia Nacional de Polícia, da Polícia Federal, em Brasília. O curso de formação inclui aulas teóricas desde a especialização em crises, até o respeito aos direitos humanos e treinamentos físicos.

De acordo com o tenente-coronel José Humberto Nardo, comandante do batalhão, a escolha dos policiais que atuam em Bauru é o reconhecimento do trabalho que a PM realiza junto à comunidade. “Me sinto particularmente envaidecido pela conquista do batalhão. Em todo o Estado foram escolhidos 14 policiais e o batalhão teve dois homens chamados”, destaca.

A experiência pioneira do batalhão em policiamento comunitário e no investimento em inteligência policial foram ressaltados pelo comandante. “O oficial que participará do curso também terá formação em gerenciamento operacional. E depois, essa experiência poderá ser empregada aqui”, avalia.

Após o treinamento realizado no Distrito Federal, os policiais se reintegram às suas respectivas funções, mas ficam sujeitos a convocações para atuar em qualquer lugar do País. Em casos de emergência e risco à segurança pública, os governadores dos Estados críticos solicitam a presença da Força Nacional ao ministro da Justiça.

Desde a sua regulamentação, a Força Nacional já participou de operações no Espírito Santo - em 2004, o Estado passava por uma crise com a infiltração do narcotráfico em todas as polícias; também foi acionada para conter o tráfico de drogas em Alagoas; foi chamada para atuar durante greve da polícia no Maranhão e subir nos morros cariocas para conter traficantes e garantir a segurança durante o Panamericano de 2007.

Para Mandaliti, primeiro policial do batalhão a ser convocado para a Força Nacional, o curso será uma oportunidade de conhecer as estratégias policiais de todo o País. “Será uma grande troca de experiências. Poderemos estudar o que cada um tem feito para combater a criminalidade. É uma chance de somar conhecimentos em uma tropa elitizada, com o que há de melhor no Brasil”, aponta.

Após o treinamento, o tenente voltará ao comando do 1º. Pelotão da Força Tática e caso seja necessário, deverá ser convocado pela Força Nacional para atuar em qualquer tipo de conflito e emergência. Ele garante não temer ser convocado para lidar com traficantes em morros cariocas, ou na defesa de fronteiras. “Se for para fazer o bem, temos que ir.” Mandaliti permanecerá em Brasília até o dia 15 de junho, quando o soldado Edson embarcará.

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