Sábado passado, passeando pelo Calçadão, encontrei um velho conhecido que tinha trabalhado em uma empresa dos familiares de minha esposa. Me cumprimentou todo animado e já foi logo elogiando e dizendo que eu deveria me candidatar a vereador, que tinha muitos parentes e conhecidos no bairro que morava, que votariam em mim e me elegeriam com “um pé nas costas”.
Disse que não via ninguém melhor do que eu para ser vereador, que a cidade precisava de alguém com minha “experiência” de vida e que só um “louco” não votaria em mim. Falou que tinha lido algumas matérias que mandei para a “Tribuna” e eram excelentes, enfim, me encheu de tantos elogios que nem me recordo mais. Com tanta veemência do “amigo”, eu já estava me sentindo um verdadeiro vereador. Mas quando comecei a agradecer e ia apresentar meus motivos para nunca ser candidato, veio o real motivo de tantos elogios. Com a maior “cara-de-pau” do mundo, lascou o seguinte:
“Olha, tô numa situação díficil, sem emprego, será que poderia me arrumar R$ 10,00 para ajudar nas despesas da semana?” Puxei o freio de mão, meti a mão no bolso, arrumei R$ 5,00 e saí todo “orgulhoso”, tendo a certeza de que se um dia me candidatasse, teria o melhor “cabo eleitoral” do mundo pra me ajudar...
Contada por Roberto “General” Macedo