Brasília - Líderes governistas deflagraram um corpo-a-corpo em busca de votos para aprovar na próxima quarta-feira a nova CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), batizada de CSS (Contribuição Social da Saúde). Cálculos da base aliada indicam que o placar de votos favoráveis à nova contribuição é muito apertado, por isso os líderes tentam reduzir as dissidências entre os partidos governistas.
Deputados da base aliada temem prejuízos nas eleições municipais com o apoio à CSS. O argumento dos parlamentares é que grande parte da opinião pública está contrária à criação de um novo tributo, mesmo que incluído na emenda 29 (que amplia os recursos para a saúde). Por este motivo, querem evitar o desgaste de votar a favor, uma vez que a votação é aberta e nominal.
“Estamos trabalhando para garantir a aprovação na quarta-feira. É uma questão de necessidade assegurar esses recursos para a execução da emenda 29”, disse o líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE). Aliados querem aproveitar a demora na votação para negociar pontos do texto. O governo não está disposto a antecipar o teor do projeto complementar que regulamenta a emenda 29 para evitar mudanças.