Resolvi escrever este artigo enquanto estava na fila de um banco em Pederneiras - um dos mais poderosos do Brasil - para expressar minha indignação com respeito a ganância e falta de respeito dos banqueiros que detém nas mãos “míseros” milhões de reais e que deixam na fila de seus bancos por mais de meia hora - prazo fora do permitido e sujeito a multas em muitas cidades, mas que infelizmente em Pederneiras não foi sancionada - trabalhadores que dependem de seu emprego para prover o sustento de seu lar.
Mensalmente compareço neste banco e noto que o número de clientes aumenta consideravelmente, enquanto o número de funcionários disponibilizados para nos atender se mantém ou diminuem para que no final do ano, no fechamento do balanço financeiro, possam verificar que seus lucros aumentaram além do esperado.
Devo fazer uma ressalva ao ambiente proporcionado, visto que a central de ar-condicionado não estava funcionando ou desligada para conseguirem economizar na continha de energia elétrica, acredito que não têm sido informados da redução das tarifas. Me senti em pleno verão, com a grande quantidade de pessoas que aguardavam na fila, com temperatura acima dos 30 graus, tranquilamente, pois o suor escorria pela face.
Era notório olhar para as pessoas e ver em seus semblantes uma mistura de cansaço, raiva, frustração, indignação, irritação, etc, tanta esculhambação num local onde temos que deixar nossos míseros trocados, além de nos cobram tarifas elevadas e no momento em que dependemos deles, o que nos oferecem?
A pergunta que não se cala é: “A quem devemos recorrer?” Com a palavra nossos queridos amigos poderosos e gananciosos banqueiros.
Marcelo Sponton Rasi - RG 15.245.453