Economia & Negócios

Em um ano, cesta básica tem aumento de 24,8% em Bauru

Por Patrícia Zamboni | Com redação
| Tempo de leitura: 3 min

O custo de vida dos moradores de Bauru está mais caro, basicamente, devido aos alimentos. Nos últimos 12 meses, a cesta básica na cidade acumula alta de 24,8%. Segundo pesquisa mensal feita pelo Data-ITE, em maio do ano passado o preço mínimo da cesta era de R$ 182,73, contra R$ 288,08 registrados no mesmo mês deste ano. No acumulado de janeiro a maio deste ano, a cesta soma alta de 7,65%, confirmando o peso dos recentes aumentos de preços de alguns alimentos sobre o grupo de consumo básico das famílias.

O preço mínimo da cesta básica registrado no mês passado superou em 1,76% o valor registrado em abril. O grupo alimentação teve alta de 2,55% em maio, “puxado” principalmente pelo reajuste de preços do arroz. Já o grupo de limpeza doméstica teve queda de 1,65% e o de higiene pessoal, alta de 0,71% sobre o mês de abril - quando o valor total mínimo em Bauru fechou em R$ 224,12.

“Depois de uma leve queda em abril, o grupo alimentação voltou a apresentar elevação em maio, de 2,55%. Este grupo tem peso significativo no valor total da cesta básica, representando mais de 70% do preço final. Isso demonstra que a crise no setor de alimentos não é de curto prazo e os ajustes vêm se dando mês a mês”, observa o economista e professor Reinaldo Cafeo, coordenador da pesquisa do Data-ITE.

De acordo com o levantamento - que é feito em vários supermercados da cidade -, as principais variações de preços de produtos na comparação entre os meses de abril e maio foram observadas no arroz (variação de 130%), biscoito maisena (20,9%), água sanitária (20,4%), açúcar (16%), óleo de soja (12,8%), absorvente aderente (9,4%), farinha de trigo, (7,9%) e no macarrão com ovos (variação de 7,8%).

Dos 31 produtos pesquisados, 13 tiveram aumento de preço no período, considerando o peso relativo de cada um deles - ou seja, o quanto o produto e sua quantidade representam no orçamento das famílias. São eles, por ordem de aumento: arroz, óleo de soja, carne de segunda sem osso, biscoito maisena, água sanitária, macarrão com ovos, farinha de trigo, sabonete, açúcar, margarina, absorvente aderente, creme dental e extrato de tomate.

Os produtos que não sofreram alteração de preço segundo a pesquisa foram batata, leite em pó integral, frango resfriado inteiro e papel higiênico fino.

Entre os produtos que tiveram queda de preços e que, portanto, “puxaram” para baixo o valor total da cesta básica - considerando seu peso relativo no orçamento doméstico - estão detergente, farinha de mandioca, salsicha avulsa, queijo mozarela fatiado, lingüiça fresca, café, alho e carne de primeira.

“Continua valendo a recomendação ao consumidor no sentido de que, quando possível, substituir produtos por marcas mais baratas ou por outros que tenham a mesma finalidade”, orienta Cafeo.

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Pesquisa

A dona de casa Odete Pereira exemplifica a importância de pesquisar preços e de estar sempre atenta às promoções nos supermercados. Segundo ela, fazendo isso o peso dos reajustes fica bem mais leve no orçamento doméstico.

“Eu sempre faço pesquisa de preços nos supermercados que ficam perto da minha casa. Quando entro na loja, a primeira coisa que faço é pegar os folhetos de promoção, além de não sair de casa sem antes olhar os anúncios dos supermercados no jornal. Dependendo do produto e se você optar por marcas não tão famosas, a economia é espantosa”, ensina.

Na pesquisa referente ao mês de maio, o menor preço da cesta básica em Bauru na análise dividida por região foi encontrado na área central, com R$ 281,86, seguida pela região norte (R$ 287,35), sul (R$ 295,92), leste (R$ 302,35) e oeste (R$ 306,17).

Segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) coletado entre os dias 11 do mês de abril e 10 de maio subiu 0,67% (contra 0,61% na mesma comparação feita em abril sobre o mês anterior). O destaque foi o grupo alimentação (passando de 1,13% para 1,70%), com os itens carnes bovinas (-1,24% para 2,12%), panificados e biscoitos (3,24% para 5,78%), massas e farinhas (0,80% para 3,22%) e laticínios (1,20% para 1,83%).

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