Em janeiro, as chuvas causaram estragos nas estradas de acesso ao distrito de Tibiriçá. A principal ligação da localidade com a rodovia Marechal Rondon, que chegou a ser interditada por ter ficado totalmente encoberta pelo rio Água Parada, foi recuperada. Mas a ponte do “Manezinho”, nos fundos do recanto Shinohara, que foi levada pela correnteza, até agora, cinco meses depois, ainda não foi consertada.
Desde a chuvarada de janeiro, a rotina da família Faria é a mesma. Para sair do sítio onde mora, no distrito de Tibiriçá, e chegar à rodovia, eles abrem e fecham oito porteiras, num percurso quase quatro quilômetros mais longo que o normal. “Num dia inteiro, minha família abre e fecha porteira 48 vezes”, contabiliza Manuel de Faria, o Manezinho.
A ponte de sua propriedade, que caiu no dia 25 de janeiro, ainda não foi reconstruída. “Quando eu fui atrás, a prefeitura me informou que primeiro seria terminada a de acesso a Tibiriçá, depois a do Limão e, então, a minha”, conta, se referindo à ponte no seu sítio.
Ele ressalta que as outras foram consertadas, mas a ponte que dá acesso à sua propriedade continua rompida. “Desde janeiro ando três quilômetros e oitocentos metros a mais todos os dias para ir e voltar da cidade. Fora o abre-e-fecha de porteira”, critica.
Por intermédio da assessoria de comunicação, a Secretaria Municipal de Obras informou que a recuperação da ponte do Manezinho será realizada assim que a pasta concluir os serviços que estão em andamento em outras duas pontes localizadas em estradas rurais do município. Será necessário refazer a ponte por completo, incluindo as cabeceiras.