Esportes

Vocação para (evitar) o gol

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 2 min

Foi-se o tempo em que quem era ruim jogava no gol. Ainda existem alguns goleiros que são “ex-pernas-de-pau”, sem condições de atuar na linha e relegados ao gol, mas a maioria dos goleiros atuais têm vocação para o gol, ou melhor, para evitar o gol.

É o caso de Fernando Silva, goleiro da equipe sub-17 do Noroeste. Ainda menino, em 2000, o palmeirense Fernando viu a vitória nos pênaltis do Palmeiras sobre o Corinthians nas semifinais da Libertadores, com participação decisiva de Marcos. Ali, o garoto decidiu jogar na posição de goleiro.

Não é que Fernando não levasse jeito para jogar com os pés. Quem garante é o próprio goleiro. “Sempre quis ser goleiro. Até jogava bem na linha e fazia meus golzinhos lá na minha cidade (Novo Horizonte), mas prefiro jogar no gol. Acho que é uma posição que pouca gente sabe jogar e exige muita técnica. Pouca gente sabe, mas é muito difícil ser goleiro”, afirma.

Uma posição que treina muito, é muito exigida, muito cobrada e, quando falha, é gol. O noroestino tem um ensinamento para ser bom goleiro. “Tem de ter personalidade. Desde quando comecei, o professor Evandro (preparador de goleiros das categorias de base do Norusca) vem falando comigo para sempre ter personalidade. Se falhar, não abaixar a cabeça”, conta. A recompensa vem da gratidão e reconhecimento dos torcedores. Fernando vislumbra tudo isso. “É muito gratificante, mais para frente, ouvir a torcida gritando seu nome”, sonha.

Fernando joga no gol do Noroeste há dois anos, mas já tem histórias para contar. “No Campeonato Paulista, fechei o gol em um jogo contra o Marília. Mas, quando a gente estava para se classificar, no ano retrasado, pelo infantil, falhei contra o América”, lembrou. Coisas da vida de goleiro. Sorte de Fernando que o time ganhou e conseguiu avançar.

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