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Mão-de-obra feminina sempre foi usada

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 1 min

Embora muita gente não saiba, a presença dos indivíduos do sexo feminino no mercado é um fenômeno bastante antigo. “Se pensamos em termos das sociedades pré-capitalistas, as mulheres pobres sempre trabalharam. As escravas, por exemplo, executavam inúmeras tarefas no dia-a-dia e sequer recebiam por isso”, lembra a historiadora e pesquisadora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Assis Lilian Henrique Azevedo.

De acordo com ela, trabalho era algo interdito apenas para as mulheres da elite. A incorporação da mão-de-obra feminina teria se intensificado no final do século 19, com o desenvolvimento do capitalismo. “Só que isso se deu em campos restritos - como a docência, por exemplo -, quase sempre em decorrência da falta de trabalhadores homens para executar tais tarefas”, salienta. Nos períodos das duas guerras mundiais (a primeira, entre 1914 e 1919, e a segunda, entre 1939 e 1945), a busca por mão-de-obra feminina aumentou ainda mais

“De 1945 em diante, fatores como a forte expansão econômica registrada nos países ocidentais e a luta das mulheres por direitos fizeram com que elas sejam definitivamente incorporadas ao mundo do trabalho”, explica.

O problema, de acordo com Azevedo, é que, a partir de então, as mulheres passaram a estar sujeitas a cargos de menor expressão ou subempregos, recebendo salários bem mais baixos que o dos homens.

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