Ter quinze minutos de fama se tornou um dos maiores clichês sonhos das pessoas. E, para tanto, não são medidos esforços, idéias e ações. Exemplo claro disso foi retratado na novela “Celebridade”, exibida na Rede Globo de Televisão. No reclame que se passava às 21 horas, as personagens exemplificavam diretamente o que a fama faz e o que nós fazemos por ela. Trair, matar, exibir o corpo das mais variadas formas são como “ócio para o ofício”. E, analisando essa sórdida esfera, cabe-nos uma série de indagações do tipo: seriam os meios de comunicação uma espécie de campo para a “prostituição glamurosa” de nós mesmos? Andando na contramão dessa ótica muita das vezes utópica para a maioria que tentam alcançá-la, estão justamente os “famosos”. Mas por que a tão atrativa fama se torna desprezível para quem a possui?
Infelizmente acreditamos que a fama é o “remédio” para todos os nossos problemas, tanto financeiros quanto os do nosso ego. E, tomando doses altas desse fármaco, nós nos esquecemos do mais importante: “ler a bula” do mesmo assim surpreendemo-nos cada vez mais com os “efeitos colaterais” que ele nos traz.
Com o avanço tecnológico, a Internet tornou-se uma “Bíblia” para os aspirantes a fama, já que o “culto as estrelas” é feito diariamente tendo os sites de fofoca como “templo” para os mesmos. Assim, diariamente, esses “centros de adoração” são processados como o mesmo tema: invasão de privacidade. Os astros querem ser como simples mortais mas, infelizmente, eles não se dão conta de que o “processo” de ascensão pelo qual passaram é irreversível. Enfim, é necessário antes do ingresso nesse mundo de glamour (muita das vezes de fachada) que nos atentemos para os prós e contras, e, tendo em mente essa “receita para o sucesso”, sejamos cuidadosos na quantidade dos ingredientes da mesma!
Mayara Cruz Teixeira - estudante