Pirajuí - Auditores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) de Bauru se reuniram ontem com um representante da fazenda onde foi flagrada, na semana passada, uma carvoaria clandestina, em Pirajuí (58 quilômetros de Bauru). Dez pessoas resgatadas em situação degradante na fazenda vão receber os benefícios trabalhistas.
Conforme o JC divulgou, na quinta-feira da semana passada quatro pessoas foram resgatadas de uma carvoaria clandestina que funcionava na fazenda Reunidas, área rural de Pirajuí. Na ocasião, os fiscais do MTE apontaram várias irregularidades encontradas no local. Entre elas estavam a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os trabalhadores, ausência de banheiros no local de trabalho, condições insalubres de alojamento e o não registro em Carteira de Trabalho.
Os trabalhadores também afirmaram aos fiscais e ao procurador do Trabalho, Marcus Vinícius Gonçalves, que não sabiam quanto receberiam pelo serviço. Além dos quatro funcionários, outras seis pessoas que teriam trabalhado no local anteriormente também serão beneficiadas com o recebimento do seguro-desemprego. Elas também terão direito ao registro em Carteira, desde o dia em que começaram a trabalhar até a rescisão do contrato.
A reunião para definir a situação trabalhista dos ex-funcionários da carvoaria ocorreu na agência do MTE em Pirajuí e contou com a presença dos auditores do MTE Mário Tanaka e José Cavalcante Arco Verde e do procurador Gonçalves.
Através de procuração, um advogado de Pirajuí representou a proprietária da fazenda, que mora em São Paulo.