Brasil: uma nação constituída pelos mais diversos povos, com as mais diversas culturas e etnias. Sendo assim, onde encontra-se a lógica em conceder privilégios apenas para uma parcela dessa população? O acesso às principais instituições de ensino superior somente é possível através de uma sólida formação básica e da capacidade, opção, competência, garantindo desta forma, a igualdade para todos, independentemente de religião, cor, raça, orientação sexual, sendo esta a obrigação do Estado.
O objetivo é discutir e colocar em prática políticas públicas, prestando serviços de cidadania e dignidade da pessoa humana. Por que cotas? Projeto arcaico, hipócrita e discriminatório. O fundamental é investir em escolas públicas de qualidade. Cotas não resolvem o problema de ninguém. O processo evolutivo do Estado, no âmbito cultural e educacional, deveria ser iniciado pelo alicerce, porém, lamentavelmente, começa pelo telhado.
O mais lógico seria a instituição de um período probatório de dois anos, no legislativo, para que se verifique algum retorno à sociedade, contudo, não tendo feito nenhum benefício, dê lugar a outro que tenha mais capacidade. Para que quatro anos, ou mais? “Na trilha da legislação estadual e municipal, a norma jurídica se ocupa da educação para a tolerância, do condicionamento de comportamentos, adota o princípio aristotélico da justiça distributiva, prescreve incentivos para a promoção da igualdade, busca evitar a ocorrência da discriminação” (Bobbio).
Enquanto houver pessoas com discriminação de cor, religião, orientação sexual e etc, sempre haverá conflitos e ignorância.
Cícero Scarpelli - RG 5.661.996