O famoso viaduto inacabado em Bauru é uma demonstração viva e inequívoca da inconseqüência de alguns políticos bau-ruenses, que são o espelho fiel dos seus colegas por todo o Brasil. Uma obra importante que poderia desafogar o trânsito do centro da cidade, facilitar o acesso a milhares de pessoas, hospitais, faculdades é apenas e tão somente um esqueleto de concreto e ferro enferrujado no meio do nada.
Essa obra é uma verdadeira escultura da incompetência de nossos políticos numa cidade que está parada desde que a obra cessou suas máquinas por infeliz coincidência. São quatro legislaturas, quatro mandatos perdidos, totalmente parados assim como o viaduto. Prefeitos e vereadores passaram pelos poderes legislativo e executivo da cidade sem que em momento algum fizessem o mais sensato para a população.
Deixar a obra ao descaso é mais fácil para eles, mais conveniente para os sucessores do Prefeito que há parou um dia, os que vieram depois fizeram o que mais sabem, ou seja, misturaram falação com falácias e não deram à sociedade uma solução imediata para um problema que se agigantou com o tempo por culpa desses políticos falastrões que habitaram o Palácio das Laranjeiras nesses últimos anos.
Esse viaduto inacabado não é exclusividade de Bauru, pois no restante do nosso país existem às pencas e é sempre o retrato vivo do desperdício, da imoralidade contumaz de gente que é paga para servir ao povo, gerir o erário com honestidade, mas ao contrário jogam dinheiro pelo ralo do esgoto e às vezes dos bolsos cheios da corrupção nacional.
O duro é que os motoristas podem alterar seus trajetos sem o viaduto, mas o prejuízo causado pela interrupção da obra não tem volta jamais, perde a economia do município, perde o povo e ganham nesse caso específico apenas os banqueiros e alguns espertalhões. É a derrota da engenharia viária para a administração nefasta de políticos despreparados, inconseqüentes e inábeis que governam a coisa pública.
A justiça é lenta, complexa e uma facilitadora para os políticos do nosso imenso Brasil, pois normalmente permitem que um processo se arraste por dezenas de anos sem que os verdadeiros responsáveis sejam devidamente punidos e que sejam obrigados a reembolsar os cofres públicos por seus erros e desmandos. Se assim fosse, com certeza teríamos menos concorrentes aos cargos públicos, talvez pessoas mais qualificadas tivessem o desejo de ascender à missão de governar, de legislar em prol de um povo sofrido e sem esperanças como o brasileiro.
Rafael Moia Filho