Ao criticar o PSDB e DEM pela derrubada da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o senador petista Aloizio Mercadante defendeu ontem, em visita a Bauru, Jaú e Botucatu, a criação de imposto para repor a receita no setor e financiar o sistema de saúde no País.
Ao falar do assunto, primeiro o senador criticou a oposição e os sonegadores. “Governaram o país por oito anos e elevaram a alíquota da CPMF para 0,38% e depois votaram contra quando viraram oposição. É indefensável essa postura. São inegáveis os méritos da antiga CPMF no combate à sonegação.
É o único imposto que pega quem sonega. A Receita Federal lançou só de multas por caixa dois, sonegação, R$ 41 bilhões. É um radar para operar na fiscalização e ajuda a tributar quem não paga. E a CPMF financiava 86% das internações para cirurgias no Brasil”, disse.
Em seguida, Mercadante posicionou sua proposta a respeito: “A idéia de que é possível aumentar a verba da saúde em R$ 23 bilhões sem fonte de receita além de inconstitucional é insustentável. Só dá para aumentar gasto continuado como na saúde com receita permanente. Minha visão é instituir a contribuição para a saúde com alíquota baixa para pegar quem sonega e compensar esse imposto com outros regressivos na Reforma Tributária e que prejudicam os assalariados”, concluiu.