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Beneficência Portuguesa faz 80 anos

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Da iniciativa dos imigrantes portugueses à unidade que oferece atendimento com tecnologia de ponta a seus pacientes. Há 80 anos, era inaugurado o prédio do Hospital da Beneficência Portuguesa, em Bauru, entidade que mantém até hoje o mesmo espírito modernizador e a busca pela qualidade na prestação de serviço que motivou a construção da unidade na década de 20.

De acordo com o historiador Luciano Dias Pires, na última edição do Bauru Ilustrado - suplemento que circula mensalmente no Jornal da Cidade -, a história do hospital começou 14 anos antes da sua inauguração, quando imigrantes portugueses, reunidos na casa comercial de Francisco Soares, na quadra 4 da rua Batista de Carvalho, conversavam sobre as nobres ações das beneficências portuguesas espalhadas pelo mundo. No mês seguinte, foi criada a Beneficência Portuguesa em Bauru.

No dia 20 de abril de 1915, a entidade iniciava os atendimentos ambulatoriais na cidade, na rua Virgílio Malta. “O hospital da Beneficência Portuguesa foi de grande importância no campo da saúde em Bauru desde o início, quando era apenas um ambulatório. Na época, a cidade contava somente com uma Santa Casa e o hospital veio preencher esta lacuna”, destaca Pires.

Em 1925, as obras do novo prédio, em área adquirida na rua Rio Branco, começam. Três anos depois, no dia 10 de junho de 1928, o hospital é inaugurado. Em 1973, para expandir os serviços, uma nova unidade começou a ser construída e foi entregue cinco anos depois.

Hoje, o Hospital da Beneficência Portuguesa mantém média de 9 mil registros de pronto-atendimentos mensais, além da realização de 500 cirurgias e média de 550 internações por mês. Para Adriano Sávio Gonfiantini, diretor administrativo da unidade, o atual desafio do hospital é a atração de receitas. “A estrutura é grande e para manter o serviço de excelência oferecido, procuramos buscar uma receita melhor”, descreve.

Melhorias

O investimento na melhoria da unidade é constante. Gonfiantini destaca que nos últimos anos, o hospital passou a contar com uma câmera hiperbárica, aparelho para acelerar a cicatrização – única num raio de 300 quilômetros da cidade. Além disso, o centro cirúrgico da unidade está sendo remodelado e será equipado com aparelhos de última geração. O hospital também teve todo o setor de hotelaria reformado, com a aquisição de camas automáticas.

Outra novidade é a inauguração de um centro cirúrgico ambulatorial, prevista para 30 dias. Nesta ala, o médico poderá realizar procedimentos que não precisem de internações pós-operatórias, pois o paciente recebe alta em seguida. São cirurgias como a de transplante de córneas e algumas de urologia. “Operações que os médicos fazem em clínicas, mas aqui têm toda a retaguarda do hospital”, observa Gonfiantini. A reforma do Pronto-Atendimento também é uma das metas da diretoria.

Atualmente, o hospital faz atendimentos particulares e por convênios de saúde, mas não descarta a possibilidade em atender pelo Sistema Público de Saúde (SUS). “Se tiver a oportunidade e ela for boa para a sociedade e para o hospital, poderemos discuti-la”, pondera Gonfiantini. Para um futuro próximo, o diretor revela que a intenção da administração é concluir a adequação do hospital e oferecer mais serviços aos pacientes.

“O Beneficência continua sendo um hospital de ponta, com serviços de alta tecnologia. É um hospital completo”, avalia o diretor. Os únicos serviços médicos que não são oferecidos na unidade são o de obstetrícia e de cirurgia cardíaca. Para ele, a crise agravada em 2003 já foi superada. “Hoje, temos algumas dificuldades como qualquer outro hospital, mas estamos caminhando para o desenvolvimento”, garante.

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Comemoração

Para festejar os 80 anos de história, a direção do Hospital da Beneficência Portuguesa programou para as 9h de hoje uma homenagem à unidade de saúde, com hasteamento das bandeiras do Brasil e de Portugal, um café colonial e a apresentação do Coral da Terceira Idade da Universidade do Sagrado Coração (USC). Luzia Rodrigues da Silva, a funcionária mais antiga do hospital, com 30 anos de trabalho, também será homenageada.

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