Economia & Negócios

Novo shopping já tem 54% da área locável negociada

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

O novo shopping que Bauru deverá ganhar até meados de 2010 já está com 54% da sua área bruta locável negociada com lojas de diversos ramos comerciais. A informação foi divulgada ontem à tarde na Prefeitura Municipal, durante entrega do projeto oficial de construção do megaempreendimento.

O shopping será erguido no terreno da antiga fábrica da Antarctica, na avenida Nações Unidas, cruzamento com a rua Marcondes Salgado, nas imediações do Poupatempo e Terminal Rodoviário. Segundo o empresário Avelino Cortellini Jr., que está viabilizando o negócio junto a investidores do grupo americano Carlyle, seis lojas âncoras e cerca de 12 menores já manifestaram interesse formal em se instalar em parte dos 30 mil metros quadrados destinados à área predial.

Entre os estabelecimentos estão marcas conhecidas do público como Bob’s, Giraffa’s, Fran’s Café, Marisa, C&A Modas, Riachuelo, Livraria Saraiva, Decathlon e C&C (home center), além da NGE Prime Plex e Show Play, que deve construir um centro de entretenimento voltado para toda a família. Salas de cinema de última geração também poderão ser instaladas no local.

Também há negociações em curso para que o empreendimento seja conectado ao hipermercado Extra (da rede Pão de Açúcar), que adquiriu parte do terreno e deverá instalar uma unidade no local, com cerca de 7 mil metros quadrados. “Como ainda estamos com essa negociação em andamento, a inauguração do shopping, antes prevista para 2009, deve ser adiada para o Dia das Mães de 2010”, comenta o empresário.

A expectativa dos investidores é de que o projeto protocolado ontem seja aprovado até agosto deste ano, quando a construção do shopping poderá ter início. De acordo com o prefeito Tuga Angerami, há alguns meses, o Grupo de Análises de Empreendimentos (GAE) - órgão técnico da prefeitura - já vinha avaliando o cumprimento das diretrizes iniciais em relação à obra como um todo.

Agora, com a assinatura do projeto oficial, serão avaliadas outras questões, como o impacto ambiental e no sistema viário do entorno. Do GAE, fazem parte representantes das secretarias municipais de Planejamento (Seplan), Obras, Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Negócios Jurídicos, Departamento de Água e Esgoto (DAE) e Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).

Demanda reprimida

Orçado em R$ 120 milhões, o empreendimento é o primeiro do grupo Carlyle no Brasil dentro do setor varejista. Segundo Cortellini, um dos fatores que influenciaram a escolha por Bauru foi o diagnóstico da existência de uma demanda reprimida na cidade.

“Nós não estamos investindo em uma concorrência predatória, mas sim visando um dinheiro que está indo para São Paulo. O que queremos é que ele (dinheiro) fique aqui em Bauru”, observa. Para tanto, o empresário explica que o shopping terá capacidade para atender consumidores de cidades situadas em um raio de até 100 quilômetros ao redor de Bauru - com limites em Botucatu, Garça, Lins, Santa Cruz do Rio Pardo, Avaré e Brotas, em uma área de influência de, aproximadamente, 1,3 milhão de pessoas.

Por essa razão, Tuga Angerami acredita que o novo empreendimento representará crescimento econômico para a cidade, que está sofrendo com a precariedade de investimentos do setor público. “Enquanto a prefeitura não adquire recursos para investir, o mínimo que ela pode fazer é criar boas condições para que o setor privado invista”, pondera. Responsáveis pelo projeto calculam que o potencial médio anual de vendas do local chegue a R$ 500 milhões, com geração de aproximadamente 4 mil empregos diretos e 15 mil indiretos.

Estação

Conforme apurou o JC, outro grupo de empresários americanos, chamado Hines, estaria em negociações bastante adiantadas para a construção de um empreendimento residencial no terreno onde funcionava a antiga Estação Ferroviária, próximo ao viaduto inacabado, no Centro. Ontem pela manhã, um helicóptero com alguns representantes do grupo pousou na área para avaliá-la pessoalmente. Além de construir moradias populares, a idéia seria investir na revitalização da região central da cidade, inclusive com a abertura de uma grande avenida que seguiria a mesma direção dos trilhos da linha férrea desativada.

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