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Oposição tenta vencer governistas pela paciência na votação da nova CPMF

Folhapress
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Brasília - No que dependesse da oposição, seria longa a sessão para a votação da emenda 29 (que amplia os recursos para a saúde) e a Contribuição Social para a Saúde (CSS) que começou pouco depois das 20h e deveria se prolongar noite adentro. A orientação era para que o primeiro relator da proposta, Rafael Guerra (PSDB-MG), na Comissão de Seguridade Social, fizesse uma leitura pausada e minuciosa.

“Para que a pressa? A gente tem todo o tempo do mundo. Ele (Guerra) vai levar bem devagar e explicar cada detalhe do texto”, ironizou o líder do DEM na Câmara, Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), o ACM Neto, referindo-se ao texto de Guerra, que reúne 40 páginas. “Ele (Guerra) tem problemas respiratórios por isso tem de fazer uma leitura lenta”, tentou explicar o líder da minoria na Câmara, Zenaldo Coutinho (PSDB-PA).

Em meio à leitura lenta de Guerra, oposição e governistas travaram uma batalha no plenário da Câmara. Com placas nas quais estão escrito “Xô CPMF” e “PT - Partido dos Tributos”, os integrantes do DEM e do PSDB provocaram os aliados do governo federal. Em resposta, os governistas levantaram cartazes, nos quais colocaram os principais programas de saúde e o acesso ampliado para todos, além de informar que havia “zero de sonegação”.

Segundo o responsável pelo protesto pelo lado da oposição, deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC), a manifestação de crítica ao novo imposto praticamente não causou gastos para os partidos políticos. “Foi um protesto a custo zero porque utilizamos material antigo, então reaproveitamos”, afirmou.

Após a leitura de Guerra, será a vez de aliados do governo apresentarem seus relatórios sobre a emenda 29. O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que relatou a matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e, por último, o deputado Pepe Vargas (PT-RS) ler seu texto que sugere a criação da CSS. A expectativa dos parlamentares é que a sessão se estenda pela madrugada.

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