• Mais hermanos
O governo brasileiro está próximo de renovar o acordo que facilita o comércio de veículos com o Uruguai. Caso vigore, a medida decretará a vinda dos temidos modelos chineses montados em CKD no país vizinho, como o SUV Chery Tiggo, fabricado pela Socma, montadora local que mantém joint-venture com a marca chinesa. O Tiggo brigará diretamente com o Ford EcoSport.
O perigo amarelo é que o Tiggo deve chegar com preços entre R$ 38 mil e R$ 45 mil. O veículo será equipado com motor 2.0 16V a gasolina de 125 cv e a previsão são de 1.500 unidades para o Brasil por mês. Em contrapartida, a marca, além de desconhecida, ainda vai ter de montar rede de concessionárias, logística de reposição de peças e treinamento. O anúncio do possível acordo com o Uruguai foi feito por membros do Ministério do Desenvolvimento durante a assinatura com o governo argentino, que estabeleceu as regras para importação e exportação de carros entre os dois países até 2013, ano em que Brasil e Argentina terão livre comércio de veículos. A idéia em relação ao Uruguai é estabelecer acordo nos mesmos moldes aplicados ao modelo firmado com a Argentina. De acordo com as novas regras, o Brasil poderá exportar US$ 100 para cada US$ 250 importados, enquanto os argentinos poderão enviar US$ 100 para cada US$ 195 absorvidos.
• Dinheiro na conta
A indiana Tata Motors, do magnata automotivo Ratan Tata, selou de vez a compra das marcas de luxo britânicas Land Rover e Jaguar junto à norte-americana Ford. A Tata pagou US$ 2,3 bilhões pelo controle acionário das montadoras inglesas, mais direitos de propriedade intelectuais, dois centros de design no Reino Unido e toda a rede de revendas das duas fabricantes no mundo.
No anúncio oficial, feito nos escritórios da Land Rover e da Jaguar em Gaydon, Inglaterra, o presidente da Tata Motors enfatizou que a montadora preservará as identidades da marcas inglesas e manterá também os negócios previamente traçados. Na ocasião, Ratan Tata nomeou David Smith, atual chefe executivo de Land e Jaguar, como o novo comandante das marcas.
• Injeção de festa
A Bosch comemora os 20 anos de lançamento de seu primeiro sistema de injeção eletrônica no país. Em 1988, a LE Jetronic começou a substituir o velho carburador, com a promessa de maior eficiência e durabilidade do motor. Um ano depois, o Volkswagen GTI se tornou o primeiro modelo nacional dotado de injeção eletrônica.
Entre sistemas multipontos e monoponto, o grande salto da tecnologia ficou mesmo para adaptação aos motores flexfuel, que surgiram no mercado brasileiro em 2003. Na verdade, a possibilidade de aceitar álcool e gasolina exigiu um remapeamento dos sistemas.
Hoje, a injeção eletrônica é parte de um conjunto mecânico cada vez mais complexo, com módulos eletrônicos e catalisadores de tratamento dos gases derivados da queima, um sistema que ostenta um eficiente marketing ecologicamente correto por poluir cerca de vinte vezes menos que os antigos motores carburados.