A leishmaniose voltou a matar em Bauru. Depois da doença ter vitimado sete pessoas em 2007, neste ano, até o final do mês passado, não havia registro de óbitos. Mas agora já são dois casos. Ontem, o Departamento de Saúde Coletiva da Secretaria Municipal de Saúde confirmou a morte por leishmaniose visceral americana de um homem de 42 anos, que morava na Vila Falcão.
Exame feito pelo Instituto Adolfo Lutz fez o diagnóstico. Ele possuía uma doença de base e não apresentou resposta ao tratamento ao qual estava sendo submetido no Hospital Estadual de Bauru, onde estava internado e morreu, ontem.
A última morte pela doença em Bauru e primeira deste ano ocorreu no final do mês passado e vitimou um homem de 55 anos, dos Altos da Cidade. Ele também estava internado no Hospital Estadual, em tratamento
Com mais a notificação de ontem, Bauru passa a totalizar 17 casos de leishmaniose neste ano, com duas mortes. No ano passado, foram 40 casos da doença, com sete mortes.
A leishmaniose é mais grave em crianças e idosos, cuja imunidade é mais frágil, além de portadores de moléstias como HIV. O período de incubação varia entre dez dias e dois anos. Ela é transmitida pelo mosquito palha, que se reproduz nos materiais em decomposição. Para evitá-la, a população não pode relaxar com as ações de prevenção. Além de manter os quintais limpos, deve ser responsável pela posse de animais.
A Secretaria Municipal de Saúde registrou mais um caso autóctone (contraído na própria cidade) de dengue em Bauru. O paciente é uma pessoa do sexo masculino, de 11 anos, morador da Pousada da Esperança. Agora, Bauru totaliza 142 casos de dengue neste ano.