Garça - O inquérito policial que investiga a morte de duas funcionárias de um viveiro de mudas em Garça (70 quilômetros de Bauru) continua com autoria desconhecida. As investigações, que anteriormente estavam sendo conduzidas pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), estão agora sob a coordenação do delegado Valdir Tramontini, responsável pela reconstituição do crime no final de fevereiro.
A Delegacia de Polícia de Garça informou que Tramontini retornou de férias e deve retomar os trabalhos do inquérito, que corre em “sigilo absoluto”.
Conforme o JC divulgou, o laudo técnico do Instituto de Criminalística (IC), da Polícia Científica de São Paulo, comprovou a existência de uma substância tóxica na garrafa de café apreendida no viveiro de mudas no dia 26 de janeiro. Na ocasião morreram Nilsa de Fátima Gouveia Quintanilha, 42 anos, e Luciana Cristina de Souza Santos, 37 anos, após beberem o café “batizado”. Uma terceira pessoa, Marilena de Souza da Silva, 46 anos, também teve contato com a bebida, mas sobreviveu após dois dias de hospitalização.
A reconstituição do crime ocorreu no dia 28 de fevereiro, comandada pelo delegado Tramontini, quando foram formuladas duas teses. Uma de acordo com a versão apresentada por um suspeito, e outra de acordo com os depoimentos prestados pela maioria das testemunhas.