Internacional

Rei deposto do Nepal deixa palácio

Folhapress
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Katmandu - O rei deposto Gyanendra deixou ontem o palácio real de Katmandu, capital do Nepal, 15 dias após a proclamação da República no país asiático.

O ex-monarca cumpriu o prazo estabelecido pela Assembléia Constituinte, que determinou que Gyanendra teria 15 dias para abandonar o palácio de Narayanhiti, residência da família real há mais de dois séculos, que será transformada em um museu.

Em entrevista coletiva concedida horas antes de sua partida, Gyanendra disse que sempre contribuirá para “o bem-estar e a tranqüilidade’’ do Nepal. Afirmou que o país está passando por um “momento crítico’’ e que permanecerá lá para ajudar a estabelecer a paz. Centenas de pessoas se amontoaram nas imediações do palácio. A maioria protestava contra o impopular Gyanendra, mas um grupo manifestava apoio ao ex-monarca.

O processo que levou à proclamação da República, em 28 de maio, iniciou-se em novembro de 2006. Um acordo de paz encerrou a guerra de dez anos entre o governo e a guerrilha maoísta, que lutava por um regime socialista no Nepal. Para encerrar o conflito, os rebeldes reivindicaram a formação de uma Assembléia Constituinte para redigir uma nova Constituição e decretar o fim da monarquia no país. Em abril, os maoístas conquistaram a maioria das cadeiras que estabeleceu a Constituinte, que em sua primeira sessão extinguiu a monarquia e proclamou a República.

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