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Pediatras pedem socorro

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

O documento elaborado por pediatras da Maternidade Santa Izabel, para quem a entidade passa por crise estrutural e de funcionários, não teve conotação de denúncia. O objetivo foi o de pedir “socorro” às entidades para qual foi enviado a fim de que seja garantida a manutenção do serviço sem prejuízo às crianças que necessitam de atendimento público de qualidade.

Em reunião realizada ontem à noite, os médicos ressaltaram o fato da entidade ser a única maternidade pública de Bauru e referência na região. Na oportunidade, eles reiteraram as dificuldades nas condições de trabalho. Atualmente, por exemplo, contam com quatro incubadoras, sendo que outras 20 estão paradas. A recuperação delas consta em compromisso assumido pela Associação Hospitalar de Bauru (AHB), mantenedora da maternidade, junto ao Ministério Público.

De acordo com o firmado junto à promotoria, a questão será resolvida num prazo de dois meses. Ocorre que a informação não foi repassada aos médicos, embora reivindiquem solução ao problema, informaram os participantes do encontro. De acordo com eles, trata-se de um problema antigo, de conhecimento das entidades responsáveis.

No entanto, a direção da AHB sempre pediu a colaboração de todos eles, que não mediram esforços para dar prosseguimento ao trabalho. Quando decidiram que não deveriam mais recorrer ao “jeitinho” para manter o dia-a-dia, o “caldo entornou”, afirmam. Os pediatras explicam que não são funcionários da AHB. Apenas prestam serviço. Sendo assim, a jornada de cada profissional é diferente, de acordo com o horário que disponibilizam.

Diante disso, eles não têm como exigir que um colega trabalhe fora do horário estipulado. Até porque, todos eles mantêm outras atividades fora da instituição. Por conta da situação, existe dificuldade nos plantões não só aos sábados e domingos, como também durante a semana, acrescentam. Para resolver a situação no último final de semana, informam, a AHB ofereceu a um profissional de fora do quadro o pagamento do plantão da UTI e do berçário, sendo que o valor de ambos seria dobrado.

Na avaliação dos pediatras, se isso foi possível, a AHB teria condição de melhorar a oferta salarial. A reportagem tentou contato com a direção da AHB ontem à tarde, mas não conseguiu localizá-lo.

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