Polícia

PMs entregam farda decepcionados

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Após 21, 17 e 9 anos de serviços prestados à Polícia Militar, Renato Valderramas de Favari, Lincoln César Cares e Ricardo Antonio do Amaral, respectivamente, entregaram as fardas em meio a muita decepção.

Na primeira entrevista concedida à imprensa, já que eram orientados pelo comando da PM a evitá-la, eles alegam que todo o trabalho feito durante anos à comunidade e à instituição não foi levado em consideração. De Favari, apontando as marcas dos projéteis que o atingiram durante sua carreira, conta que recebeu, inclusive, a medalha Cruz de Sangue do governo do Estado, homenagem prestada aos feridos em combate.

Todas as outras honrarias ele e Cares também receberam ao longo dos anos. Ambos têm medalha de primeiro grau. Mais novo, também Amaral foi homenageado em várias oportunidades, contam. A todo momento, garantem inocência e informam que foram demitidos pela PM “em tese”. Segundo texto que mostraram à reportagem, foram demitidos, “em tese”, por agirem de norma contrária às normas vigentes da PM.

A eles causou surpresa o fato de terem sido indiciados por homicídio pela corporação de modo tão rápido. Se sentem ainda prejudicados pelo não comparecimento dos membros do Instituto de Criminalística (IC) para esclarecerem resultado de laudos. Um deles, por exemplo, referente à pistola de Favari. Segundo ele, consta no laudo que ela não disparou, quando ocorreu o contrário.

Eles informam que o IC ainda poderia esclarecer dúvidas quanto ao capacete usado pelo mecânico. Apesar da situação, os três ainda têm esperança de retornar à corporação pela qual dedicaram tantos anos da vida.

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