Economia & Negócios

AHB e pediatras firmam acordo

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Os pediatras da unidade de terapia intensiva (UTI) da Maternidade Santa Izabel e a Associação Hospitalar de Bauru (AHB), mantenedora da instituição, fecharam ontem, oficialmente, acordo salarial. O valor do plantão passará de R$ 400,00 para R$ 450,00. A maternidade vive uma crise estrutural e de funcionários.

O consenso foi confirmado por pediatras e reiterado pelo diretor clínico da maternidade, Sérgio Henrique Antônio, que esteve reunido ontem com o presidente da associação, Joseph Saab, e o superintendente da instituição, Reinaldo Rocha. Ainda assim, ninguém descarta a possibilidade de eventuais problemas nas escalas de plantão.

“Não vamos conseguir resolver completamente o problema de escala por falta de profissionais. Não só em Bauru. É um problema nacional. Agora, eu espero que com esse aumento da UTI, que os médicos colaborem no sentido de não deixar a escala falhar”, informa Antônio. Ele lembra que a proposta aceita partiu dos próprios médicos, conforme eles próprios informaram anteriormente à reportagem.

Amanhã, o diretor-clínico da maternidade volta a reunir-se com a direção da AHB. Desta vez, para encontrar uma solução para o caso dos pediatras do berçário. A eles foi proposta pela associação a equiparação do plantão para R$ 450,00, o mesmo valor pago aos profissionais da UTI. Atualmente, é de R$ 350,00. No entanto, teriam de abrir mão do valor que recebem quando recepcionam recém-nascidos de gestantes que contam com convênio ou pagam o procedimento.

A oferta não foi aceita. Apresentaram uma contraproposta que prevê a elevação do valor de R$ 350,00 para R$ 400,00, sem excluir os valores de convênio e pacientes particulares, que eles recebem atualmente. A informação foi confirmada por pediatras, segundo os quais aproveitaram a oportunidade para apresentar outra sugestão.

Caso seja acatada, o valor do plantão feito aos sábados e domingos passará para R$ 600,00. Com a medida, já adotada em centros grandes, a elaboração das escalas nos finais de semana seria facilitada, explicam os médicos. A associação foi procurada para comentar o assunto, mas não retornou às ligações da reportagem.

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Órgãos públicos

O relatório do Conselho Regional de Medicina (CRM), que apura questões referentes aos plantões de pediatras e às condições de trabalho na Maternidade Santa Izabel, foi encaminhado ontem para vários órgãos públicos, como Direção Regional de Saúde (DRS-6), Ministério Público e Judiciário, além da AHB.

Como o documento foi enviado por correio, o documento ainda não havia chegado aos órgãos públicos. Em plenária realizada anteontem em SP, o CRM não autorizou a divulgação do relatório à imprensa. Conforme o JC divulgou, o CRM também recebeu o texto elaborado por médicos da Maternidade Santa Izabel, no qual afirmam que a entidade passa por crise estrutural e de funcionários. Por essa razão, o órgão fiscalizou a entidade.

Na oportunidade, problemas com equipamentos, como incubadoras, foram constatados. No entanto, a associação se comprometeu a resolvê-los em dois meses, como os médicos reiteraram ontem à reportagem.

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