Tribuna do Leitor

Receitas inelegíveis


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Continua acontecendo. Muitos médicos escrevem receitas com garranchos ilegíveis para seus clientes e muitas vezes até para os atendentes das farmácias. "Você chega ao consultório do médico, ali vê um computador com a secretária onde ela registra as consultas, os recebimentos, convênios etc.... Entra no consultório e ali vê outro computador que ele manuseia em assuntos pessoais, profissionais etc... Nesse consultório tem scaner, som, impressora e tudo o mais....

Pois bem, quando chega na hora do médico emitir a consulta ou pedido de exames, ele saca da caneta e escreve uma algaravia ilegível entregando-a ao seu cliente. Esse, que é o principal interessado, que é quem está pagando pelo serviço, esse não entende absolutamente nada do que o médico escreveu...e não raro você chega na farmácia ou no local onde será feito o exame, esse pedido ou consulta passa de mão em mão sem que ninguém consiga traduzir aqueles sinais cabalísticos.

Conheço casos de indivíduos que tinham uma letra de moça no primeiro e segundo grau...quando cursam medicina saem de lá escrevendo aquelas bobagens como se fosse analfabeto." Essa é parte de uma mensagem/e-mail que recebi de Antonio Amâncio de Oliveira.

Considerei a demanda/reclamação muito pertinente e justa. Imediatamente fiz uma consulta ao Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e de lá me enviaram pareceres e normas que sugerem e obrigam o médico a fornecer receitas legíveis. Os pareceres estão disponíveis no site do CREMESP - Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, para quem quiser consultar: http://www.cremesp.org.br/legislacao/pareceres/pareceres.php.

Cabe, portanto, aos médicos fornecerem as receitas totalmente legíveis, de preferência impressas já que os meios estão disponíveis nos consultórios e aos clientes/cidadãos exigirem que assim seja.

Antonio Morales de Camargo

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