O réu Marcelo Nagao, conhecido em Bauru por Chacal, foi condenado ontem a seis anos pelo homicídio do mototaxista Rogério Aparecido Camargo Alves, praticado em novembro de 2002. Na época, o corpo da vítima foi encontrado num terreno localizado na Vila São Paulo, às margens de uma estrada de terra.
Por conta da ocultação de cadáver, a pena de Chacal foi acrescida em mais um ano. Ele está preso desde 2002, assim como Luís Rodrigo dos Santos, também julgado ontem, mas absolvido pelo júri - como queria o advogado de defesa de ambos os réus, Fábio Vergínio Celarino, e recomendou o promotor Djalma Marinho Cunha Filho.
A Santos também foi imputada a pena de um ano por conta da ocultação de cadáver. Como cumpriu bem mais do que a sentença proferida pelo juiz Benedito Antônio Okuno, hoje deve ser cumprido seu alvará de soltura. Já Chacal permanecerá preso. Antes de ser responsabilizado pelo homicídio de Alves, já havia sido condenado a três anos e seis meses por tráfico de drogas.
Foi justamente o entorpecente que denunciou o assassinato do mototaxista. Após a morte dele, em patrulhamento, policiais militares abordaram o Vectra dirigido por Nagao, sendo que Santos estava no banco do passageiro. Durante vistoria, encontraram maconha, além de manchas de sangue e fragmentos de ossos no banco traseiro.
O Vectra foi apreendido e os rapazes conduzidos ao Plantão Policial, onde foram autuados em flagrante por tráfico de entorpecentes. Na oportunidade, Chacal confessou o homicídio. Alves foi encontrado com a cabeça desfigurada. Ontem, a reportagem não localizou membros da família da vítima para comentar o caso, que não terá recurso em instância superior nem pela defesa, nem pelo Ministério Público.
O promotor e a defesa pediram a condenação de Nagao por homicídio simples, como decidiram os sete jurados. Tanto a mulher de Santos, quando a de Nagao preferiram não comentar o resultado do julgamento.
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Novo julgamento
Marcelo Nagao voltará a ser submetido a júri popular. Ele também é acusado de matar o estudante Elias de Almeida Filho, em outubro de 2001. O adolescente de 16 anos foi espancado após um show de rock realizado no Centro Cultural, numa briga que envolveu cerca de 30 jovens.
Com trauma crânio-encefálico, ficou internado por cinco dias na unidade de terapia intensiva, quanto teve morte cerebral.