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Trânsito de SP atrapalha príncipe japonês em visita ao Parque Ibirapuera

Folhapress
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São Paulo - Nem o rígido protocolo do cerimonial japonês deu jeito em dois dos maiores problemas de São Paulo: o excesso de tráfego aéreo no aeroporto de Congonhas e o trânsito fizeram o príncipe Naruhito, 48 anos, primeiro na linha sucessória do trono do Japão, chegar ontem 40 minutos atrasado ao evento no Pavilhão Japonês do parque Ibirapuera (zona sul).

A principal preocupação do cerimonial brasileiro na visita do japonês é a pontualidade. Atrasos são vistos no Japão como “falha de caráter’’ e uma das “piores faltas de educação”, diz a professora de etiqueta japonesa Lumi Toyoda.

Em Congonhas, o príncipe foi recepcionado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), com quem trocou algumas palavras. Além do prefeito, o comitê de boas-vindas era composto pelo senador Romeu Tuma (PTB-SP), pelo secretário de Relações Internacionais da Prefeitura, Alfredo Cotait, e, representando o governo do Estado, Cláudia Matarazzo, chefe do cerimonial do Palácio dos Bandeirantes.

No Ibirapuera, protegido por policiais federais e militares (o número não é divulgado por questões estratégicas) e pela guarda imperial japonesa, o príncipe Naruhito fez uma reverência no monumento em homenagem aos pioneiros da imigração japonesa.

O príncipe ainda contemplou uma árvore plantada pelo pai, o imperador Akihito, em 25 de maio de 1967, à época, assim como ele, ainda príncipe herdeiro, e deu de comer às carpas no lago interno do pavilhão.

O Pavilhão Japonês foi construído em 1954, por uma construtora japonesa, por ocasião das comemorações pelos 400 anos da cidade de São Paulo. À noite, Naruhito assistiria a um concerto na Sala São Paulo, no centro de São Paulo. Hoje, o príncipe herdeiro visita o Museu da Imigração Japonesa na Liberdade (centro) e o parque do Carmo (zona leste).

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