Polícia

Polícia pede mais tempo para investigar morte do Sapé, ocorrida há um mês

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Hoje completa um mês que o ex-secretário municipal de Esportes e Lazer (Semel) de Bauru José Roberto Franco, o Sapé, foi assassinado com dois tiros – um no peito e outro na cabeça. A Polícia Civil, que investiga o crime, vai pedir prorrogação, por 30 dias, para concluir o inquérito sobre o caso. Por enquanto, ainda é um mistério quem matou Sapé e o porquê.

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que conduz a investigação, aguarda laudos sobre a cena do crime e de impressões digitais colhidas no carro em que Sapé foi achado morto, conta o delegado Ricardo Dias. “Temos trabalhado exaustivamente neste caso e ainda há muito o que fazer”, disse. Logo após o assassinato, quando a apuração começou, a Polícia Civil tinha várias linhas de investigação e cada uma delas, vários suspeitos.

Passado um mês, Dias não revelou o que já apurou e quantos e quais são os suspeitos do crime. Porém, sabe-se que várias suspeitas já foram descartadas. Ele frisou que a DIG recebeu muitas informações que não procediam, provavelmente divulgadas exatamente para dificultar o trabalho da polícia.

O delegado ressalta que o esclarecimento da maioria dos homicídios é demorado. “Numa investigação em que há pistas significativas, as coisas ficam mais fáceis. Mas em mais de 90% dos homicídios quase não são deixados rastros”, explica. “Nos últimos tempos, tivemos em Bauru vários homicídios esclarecidos rapidamente por conta da combinação de um ou mais fatores que facilitaram a investigação”, frisa.

Secretário de Esportes e Lazer na gestão Nilson Costa, Sapé tinha 53 anos, era formado em direito, conhecido atleta do judô e pólo-aquático bauruense. Ele estaria planejando candidatar-se a vereador pelo Partido da República, ao qual atualmente era filiado.

Ele foi achado morto dentro do carro da namorada, no Vale do Igapó, próximo ao sítio onde mantinha uma criação de vacas leiteiras. Sapé estava desaparecido há dois dias, após ter saído de casa para investigar o sumiço de uma vaca, que teria sido furtada do sítio.

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