Gaza - O líder do grupo radical islâmico Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, disse ontem que o grupo não irá interromper o tráfico de armas para dentro do território, apesar do cessar-fogo acordado com Israel, segundo o jornal israelense “Haaretz”.
O fim do tráfico de armas é uma das principais demandas de Israel no acordo de trégua mediado pelo Egito entre Israel e o Hamas, que passou a vigorar anteontem.
Grupos militantes levam armas e munição a Gaza através de túneis na fronteira com o Egito e com barcos, pela costa. Israel também demanda que o Egito aumente os esforços para interromper o fluxo de armas a Gaza a partir de seu território.
“Não podemos falar sobre cessar o tráfico porque é algo além da nossa habilidade como governo e não nos comprometemos nessa questão”, declarou Haniyeh a fiéis, antes das rezas de ontem, na cidade de Gaza, citado pelo “Haaretz”.
Haniyeh disse ainda que o Hamas não irá impor a trégua através da força a outros grupos militantes, mas afirmou que outros grupos haviam concordado em aderir voluntariamente ao cessar-fogo.
O Egito, que passou meses trabalhando no acordo de trégua, disse que irá aumentar seus esforços para acabar com o tráfico em sua fronteira.
Ontem, israelenses e palestinos vivem o segundo dia de paz desde o início do cessar-fogo, que interrompeu o lançamento diário de foguetes de Gaza contra Israel, assim como os ataques do Exército de Israel contra os militantes do território.